VENENO DE COBRAS CONSEGUE IMPEDIR O AVANÇO DO VÍRUS DA AIDS, INDICA ESTUDO DA USP DE RIBEIRÃO PRETO
07/04/2008 – 10h55
Proteínas extraídas do veneno de cascavel e jararacas conseguiram inibir em testes in-vitro o vírus da Aids. As peçonhas brasileiras, que estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, atingiram apenas o agente e impediram o avanço do HIV tanto na fase de replicação quanto na entrada dele na célula. De acordo com o professor Andreimar Martins Soares, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que coordena o estudo há dois anos em parceria como Hemocentro, os resultados ainda são preliminares e precisam ser testados em animais e em pacientes antes de significarem uma cura, mas já confirmam o potencial dessas toxinas. Soares, que trabalha há 16 anos com venenos de serpentes e há 10 com plantas medicinais anti-veneno, disse que a toxicologia é uma das áreas que mais cresce no mundo por causa do potencial para fármacos e até para a cosmética. “Várias proteínas de peçonhas já são aplicados comercialmente, o melhor exemplo é o remédio Captopril, desenvolvido aqui na USP de Ribeirão pelo professor Sérgio Henrique Ferreira e sintetizado a partir do veneno de jararaca, que se tornou o remédio para pressão mais usado no mundo”, afirmou.Segundo o professor, os venenos animais tem se mostrado eficientes contra tumores e variados fungos, bactérias e vírus. Soares disse que já há estudos no País que demonstram o uso de venenos no combate à dengue e a agentes de doenças como a esquitossomose, leishmaniose e chagas. Como os venenos têm um custo alto —um grama de veneno de uma cascavel custa cerca de R$ 300 e o grama do de jararaca pode chegar até R$ 900—-, esse tipo de pesquisa não é fácil no Brasil. “Agora, como a universidade está começando a fazer parcerias com empresas, aumentam as chances de conseguirmos patentear e de levarmos para a fase clínica, mas conseguir recursos é sempre uma luta”, declarou Soares. O trabalho do professor conta com uma equipe de 16 pessoas, entre alunos da graduação e da pós, além de parcerias com outras universidades do País e internacionais. BIOPIRATARIASoares disse que um dos principais problemas enfrentado hoje no campo de toxicologia é a biopirataria. O professor afirmou que já chegou a acessar um site francês que vendia venenos que só existem no Brasil. “Como eles conseguiram? Alguém daqui vendeu, só que esses estrangeiros vão sintetizar e patentear o veneno e depois vender por milhares de euros, inclusive para os brasileiros”, declarou Soares, para quem fiscalização e conscientização são as únicas formas de combate.Peçonha de coral vale até US$ 140 milVenenos de serpentes valem mais que metais preciosos. O grama da peçonha da cascavel, que é uma das mais produzidas, por exemplo, chega a custar seis vezes mais que o grama de ouro, cotado a R$ 50. Outros venenos mais raros e difíceis de extrair, como o da coral verdadeira, podem chegar a US$ 14 mil o grama no mercado internacional. A extração, porém, leva tempo —20 cascavéis rendem um grama por mês e para juntar a mesma quantia de uma coral, pode levar dois anos. Quanto ao licenciamento ambiental, todas os novos pedidos para serpentários estão suspensos desde o ano passado e só devem ser retomados quando o Ibama liberar a nova instrução normativa —o que não deve acontecer antes do final do ano. Cuidar de animais é muito difícilVeterinário de animais silvestres, Gustavo César Fazio, 32, tenta autorização para um serpentário. “O custo para manter serpentes não é tão alto perto do lucro, o valor agregado por cabeça é melhor que o de gado, mas tem que ser feito cumprindo a legislação e tratando bem o bicho, que é muito frágil”, disse Fazio. Alexandra Sandrin, 47, e Carla Zanchi, 44, são donas de um dos três serpentários autorizado da região e trabalham no ramo há 12 anos. “Cobras precisam de manutenção diária, porque qualquer estresse, como mudança de temperatura, faz com que elas adoeçam e morram”, disse Alexandra, que é bióloga. Para Carla, novos criadouros ajudariam na preservação de exemplares que estão em extinção.
Fonte: Gazeta de Ribeirão
Danielle Castro
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
PLANTAS TÓXICAS DE INTERESSE VETERINÁRIO - LIVRO INTEIRO PARA CONSULTA NA INTERNET EM ESPANHOL
PLANTAS TÓXICAS DE INTERESSE VETERINÁRIO - LIVRO INTEIRO PARA CONSULTA NA INTERNET EM ESPANHOL
Caso usem em trabalhos, favor citar a fonte!!!
http://books.google.com/books?id=QVJ1aQPBVvoC&pg=PR16&lpg=PR15&ots=NaE0emW6UJ&dq=Plantas+T%C3%B3xicas&hl=pt-BR&output=html&sig=r6pbSBrO9O8nZEBHjuo8bFTlXF4
Caso usem em trabalhos, favor citar a fonte!!!
http://books.google.com/books?id=QVJ1aQPBVvoC&pg=PR16&lpg=PR15&ots=NaE0emW6UJ&dq=Plantas+T%C3%B3xicas&hl=pt-BR&output=html&sig=r6pbSBrO9O8nZEBHjuo8bFTlXF4
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Plantas Tóxicas do Brasil
Foram registrados no Brasil, em 1998, 1748 casos de intoxicação por plantas em seres humanos, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o objetivo de promover o conhecimento sobre as plantas tóxicas mais recorrentes no país e, assim, reduzir o número de ocorrências graves, três pesquisadores da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto escreveram o livro Plantas tóxicas - conhecimento e prevenção de acidentes. A obra traz informações importantes para a adoção de medidas emergenciais de tratamento e para que sejam evitadas intoxicações acidentais. O livro se dirige tanto à população leiga quanto a médicos e botânicos -- ele traz, por exemplo, detalhes técnicos sobre os princípios ativos de plantas venenosas e suas propriedades químicas. As descrições detalhadas e ilustrações facilitam a correta identificação das plantas que apresentam risco mais freqüente de envenenamento. Muitas delas são bastante conhecidas, por serem de grande valor ornamental ou ocorrerem em abundância na natureza. Os autores reuniram dados sobre os casos de intoxicação por plantas mais freqüentes no Brasil. Aproximadamente 70% são acidentais e atingem crianças de até 12 anos de idade. No caso dos adultos, as ocorrências mais freqüentes são as consideradas abusivas, ou seja, decorrentes do consumo voluntário de plantas por propriedades já conhecidas. Entre os sintomas do contato com substâncias tóxicas de certos vegetais, estão irritações na pele e mucosas, desordens gastrointestinais e até complicações cardíacas e neurológicas. Dieffenbachia picta - comigo-ninguém-pode, aninga-pará Originária da flora amazônica, é bastante cultivada com fins ornamentais e responde pela maioria dos casos de intoxicação entre crianças de até 6 anos. Por ser muito comum em bares e ambientes comerciais, é considerada uma das plantas mais perigosas em ambiente urbano. A mastigação da sua folha provoca intensa irritação nas mucosas da boca, faringe e laringe. Nos casos mais graves, pode causar náuseas e vômitos. O tratamento dos sintomas é feito com a ingestão de leite e água. Jatropha curcas L. - pinhão-paraguaio, pinhão-de-purga, figo-do-inferno etc. Nativa do Brasil, é muitas vezes cultivada como cerca viva. Seu principal emprego é feito na medicina popular, como purgativo e no tratamento de feridas da pele, gota, paralisia e reumatismo. Suas sementes, no entanto, podem ser altamente tóxicas se ingeridas em quantidade superior a duas. A maioria dos casos de intoxicação ocorre em crianças de 6 a 12 anos, e há relatos de casos fatais após a ingestão de quatro a cinco sementes. O tratamento deve ser iniciado com lavagem gástrica.
Ricinus communis L. - mamona, carrapateira, rícino, palma-de-cristo Originária da Ásia meridional, é bastante difundida no Brasil. De fácil proliferação em terrenos baldios, matas e lavouras abandonadas, possui uma semente muito atrativa para crianças, que podem ingeri-las em quantidades consideráveis. Os sintomas podem demorar horas e até dias para aparecer, período no qual notam-se perda de apetite, aparecimento de náuseas, vômitos e diarréias. Não existem antídotos e o tratamento dos sintomas deve ser iniciado com lavagem gástrica e administração de carvão ativado ou de outros adsorventes. Brugmansia suaveolens - saia-branca, erva-do-diabo, trombeteira, figueira-do-inferno Originária da América do Sul, atualmente só aparece como planta cultivada com propósitos ornamentais. Suas propriedades alucinógenas e estimulantes são difundidas -- sua utilização é comum em tribos indígenas americanas. Sua ingestão tem grande ação no sistema nervoso central e provoca alucinações; por isso, a planta é consumida na maioria dos casos como entorpecente. Os sintomas mais comuns são náuseas e vômitos, pele quente, seca e avermelhada, secura das mucosas, taquicardia, distúrbios de comportamento, confusão mental e agitação psicomotora. O tratamento deve ser iniciado por lavagem gástrica.
Luffa operculata - buchinha, buchinha-do-norte, buchinha paulista, cabacinha Nativa no Brasil, possui fruto oval, pequeno e áspero. A inalação do líquido desses frutos é adotada popularmente contra a sinusite. No entanto, as conseqüências da ingestão do chá da planta são muito graves. Utilizado como abortivo por mulheres jovens, ele provoca hemorragias severas, que muitas vezes levam ao coma ou à morte. Os sintomas aparecem cerca de 24 horas após a ingestão: no início, ocorrem náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça, seguidos por hemorragias. Para combater a intoxicação recomenda-se a administração de carvão ativado e o tratamento dos sintomas gastrointestinais.
Oxalis sp. - trevo, azedinha Encontrada principalmente em lugares úmidos ou frescos, é considerada uma praga de jardim. Crianças costumam mastigar folhas de algumas espécies desse gênero devido ao seu gosto levemente azedo e agradável. A ingestão em grandes quantidades pode irritar as mucosas do estômago e do intestino e provocar vômitos, diarréia e dor abdominal. O tratamento pode ser iniciado com lavagem gástrica e indução ao vômito. Recomenda-se também o tratamento dos sintomas gastrointestinais. . Fonte: Ciência Fonte: Hoje On-line, farmacia on line
Ricinus communis L. - mamona, carrapateira, rícino, palma-de-cristo Originária da Ásia meridional, é bastante difundida no Brasil. De fácil proliferação em terrenos baldios, matas e lavouras abandonadas, possui uma semente muito atrativa para crianças, que podem ingeri-las em quantidades consideráveis. Os sintomas podem demorar horas e até dias para aparecer, período no qual notam-se perda de apetite, aparecimento de náuseas, vômitos e diarréias. Não existem antídotos e o tratamento dos sintomas deve ser iniciado com lavagem gástrica e administração de carvão ativado ou de outros adsorventes. Brugmansia suaveolens - saia-branca, erva-do-diabo, trombeteira, figueira-do-inferno Originária da América do Sul, atualmente só aparece como planta cultivada com propósitos ornamentais. Suas propriedades alucinógenas e estimulantes são difundidas -- sua utilização é comum em tribos indígenas americanas. Sua ingestão tem grande ação no sistema nervoso central e provoca alucinações; por isso, a planta é consumida na maioria dos casos como entorpecente. Os sintomas mais comuns são náuseas e vômitos, pele quente, seca e avermelhada, secura das mucosas, taquicardia, distúrbios de comportamento, confusão mental e agitação psicomotora. O tratamento deve ser iniciado por lavagem gástrica.
Luffa operculata - buchinha, buchinha-do-norte, buchinha paulista, cabacinha Nativa no Brasil, possui fruto oval, pequeno e áspero. A inalação do líquido desses frutos é adotada popularmente contra a sinusite. No entanto, as conseqüências da ingestão do chá da planta são muito graves. Utilizado como abortivo por mulheres jovens, ele provoca hemorragias severas, que muitas vezes levam ao coma ou à morte. Os sintomas aparecem cerca de 24 horas após a ingestão: no início, ocorrem náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça, seguidos por hemorragias. Para combater a intoxicação recomenda-se a administração de carvão ativado e o tratamento dos sintomas gastrointestinais.
Oxalis sp. - trevo, azedinha Encontrada principalmente em lugares úmidos ou frescos, é considerada uma praga de jardim. Crianças costumam mastigar folhas de algumas espécies desse gênero devido ao seu gosto levemente azedo e agradável. A ingestão em grandes quantidades pode irritar as mucosas do estômago e do intestino e provocar vômitos, diarréia e dor abdominal. O tratamento pode ser iniciado com lavagem gástrica e indução ao vômito. Recomenda-se também o tratamento dos sintomas gastrointestinais. . Fonte: Ciência Fonte: Hoje On-line, farmacia on line
terça-feira, 8 de abril de 2008
Estudo liga consumo de soja a problemas celulares
07/04/2008 - 16h04
Publicidade da Efe, em Berlim
O consumo de soja em concentrações elevadas pode danificar as células, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira (7) pelo Instituto de Biologia Veterinária de Dummerstorf, no nordeste da Alemanha.
Testes realizados com células musculares de porcos demonstraram que a concentração elevada de isoflavonas, uma substância semelhante ao estrogênio que algumas plantas produzem --entre elas a soja-- podem causar problemas nas células.
Pelo contrário, em quantidades pouco concentradas as isoflavonas favorecem o crescimento. Embora não haja dúvidas de que as isoflavonas possuem propriedades positivas, esses e outros experimentos nos quais se demonstrou sua capacidade de destruir células intestinais colocam em dúvida sua utilidade como tratamento de reposição hormonal na menopausa.
De acordo com a diretora do projeto, Charlotte Rehfeldt, uma possibilidade de eliminar os efeitos negativos da soja é extrair as isoflavonas genisteína e daidzeína.
O questionamento das propriedades da soja por parte dos cientistas levou à Sociedade Alemã para a Alimentação a desaconselhar os alimentos de bebês baseados em soja, salvo estrita prescrição médica.
Fonte: folha on line
Publicidade da Efe, em Berlim
O consumo de soja em concentrações elevadas pode danificar as células, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira (7) pelo Instituto de Biologia Veterinária de Dummerstorf, no nordeste da Alemanha.
Testes realizados com células musculares de porcos demonstraram que a concentração elevada de isoflavonas, uma substância semelhante ao estrogênio que algumas plantas produzem --entre elas a soja-- podem causar problemas nas células.
Pelo contrário, em quantidades pouco concentradas as isoflavonas favorecem o crescimento. Embora não haja dúvidas de que as isoflavonas possuem propriedades positivas, esses e outros experimentos nos quais se demonstrou sua capacidade de destruir células intestinais colocam em dúvida sua utilidade como tratamento de reposição hormonal na menopausa.
De acordo com a diretora do projeto, Charlotte Rehfeldt, uma possibilidade de eliminar os efeitos negativos da soja é extrair as isoflavonas genisteína e daidzeína.
O questionamento das propriedades da soja por parte dos cientistas levou à Sociedade Alemã para a Alimentação a desaconselhar os alimentos de bebês baseados em soja, salvo estrita prescrição médica.
Fonte: folha on line
segunda-feira, 7 de abril de 2008
PF encontra pé de maconha de 2,2 metros de altura em casa de um estudante
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Brigada Militar (BM) prendeu, na noite desta quinta-feira (3), três alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sob a suspeita de tráfico de drogas em Santa Maria (RS). Eles estavam com um pé de maconha de 2,2 metros de altura.
A atuação da polícia aconteceu em um apartamento onde moram um estudante de Zootecnia e outro de História. A plantação da droga foi encontrada no imóvel, além de 229 gramas de maconha. Os dois moradores do apartamento foram presos e, segundo a PF, teriam apelidado o arbusto de "madona". Ainda de acordo com a PF, eles cuidavam da adubação diária, usavam um refletor para dar luminosidade suficiente para a fotossíntese e regavam constantemente. O outro local vistoriado pela polícia foi a Casa de Estudante Universitário (CEU), no campus da UFSM, onde ocorreu a prisão de um aluno de Ciências Sociais e Filosofia. Ele mora no local e é suspeito de vender as drogas cultivadas. Foram apreendidos dinheiro, dólares e euro.
A UFSM vai abrir uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a reitoria, a instituição está esperando a chegada da comunicação oficial da PF sobre a operação para iniciar a investigação. O delegado Getúlio Jorge de Vargas pretende encaminhar as informações para a reitoria na segunda-feira (7).
fONTE
Cláudio Vaz/Diário de Santa Maria/Ag. RBS
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL389065-5598,00-PF+ENCONTRA+PE+DE+MACONHA+DE+METROS+DE+ALTURA.html
A atuação da polícia aconteceu em um apartamento onde moram um estudante de Zootecnia e outro de História. A plantação da droga foi encontrada no imóvel, além de 229 gramas de maconha. Os dois moradores do apartamento foram presos e, segundo a PF, teriam apelidado o arbusto de "madona". Ainda de acordo com a PF, eles cuidavam da adubação diária, usavam um refletor para dar luminosidade suficiente para a fotossíntese e regavam constantemente. O outro local vistoriado pela polícia foi a Casa de Estudante Universitário (CEU), no campus da UFSM, onde ocorreu a prisão de um aluno de Ciências Sociais e Filosofia. Ele mora no local e é suspeito de vender as drogas cultivadas. Foram apreendidos dinheiro, dólares e euro.
A UFSM vai abrir uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a reitoria, a instituição está esperando a chegada da comunicação oficial da PF sobre a operação para iniciar a investigação. O delegado Getúlio Jorge de Vargas pretende encaminhar as informações para a reitoria na segunda-feira (7).
fONTE
Cláudio Vaz/Diário de Santa Maria/Ag. RBS
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL389065-5598,00-PF+ENCONTRA+PE+DE+MACONHA+DE+METROS+DE+ALTURA.html
Pós-graduação da UFMT cresce 90% em dois anos
É notável o crescimento da pós-graduação na UFMT, acentuadamente a partir de 2002.
A afirmação é da pró-reitora de Pós-Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marinêz Isaac Marques. Naquele ano havia apenas quatro cursos de mestrado e em 2007 passamos para 21 mestrados e dois doutorados. Esse crescimento, que de 2005 a 2007 foi de 90%, é resultado das ações desenvolvidas nos últimos cinco anos, a partir de discussões com diversos grupos de pesquisadores e da orientação de consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na elaboração de propostas dos novos cursos. Em 2007, a pós-graduação tinha 811 alunos matriculados no mestrado e doutorado e 1.687 na especialização. Foram investidos R$ 674.240,00 em bolsas e custeios.
´´O crescente desenvolvimento tecnológico e econômico no estado de Mato Grosso, seus impactos ambientais e sociais e a abertura de novas fronteiras agrícolas, são realidades que impuseram novos desafios à UFMT. Em resposta, a Universidade vem buscando a excelência na produção de novos conhecimentos e na formação de recursos humanos de alto nível``, explicita o Relatório. Na área de Educação é difícil calcular a contribuição para a realidade do Estado, diz o coordenador do mestrado em Educação, Nicanor Palhares Sá. Isso porque, nos 20 anos de instalação do curso, que se completam agora em março, já foram formados mais de 540 mestres, o que significa mais de 540 trabalhos de pesquisa produzidos, somente pelos discentes. Esse número se eleva consideravelmente com a produção científica docente. Um exemplo, da produção do Programa de Pós-Graduação em Educação é a ´´Revista de Educação``, publicada por meio da Editora Universitária (EdUFMT). Em 2007 o periódico foi avaliado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (Amped) e obteve a classificação ´´Nacional A``. Isso significa que este ano, quando for avaliado pela Capes, receberá a classificação ´´Qualis Nacional A``, explica o professor.
Palhares Sá observa que nesses 20 anos houve contribuição direta na elaboração de políticas públicas e gestão; estudos sobre movimentos sociais e educação, relacionado-os com o Estado; história da educação, em que foi refeita toda a trajetória da educação em Mato Grosso, o que é muito importante na formação do educador; em Educação Ambiental, fundamental no contexto regional, do Brasil e do mundo, além das contribuições didáticas, pedagógicas e de qualificação de pessoal para a própria UFMT. ´´Hoje, muitos dos nossos alunos da graduação são doutores em Educação``, frisa. Uma contribuição concreta e essencial na histórica para Mato Grosso foi a redação da proposta da Constituição do Estado, a partir de emenda popular, por integrantes do programa de mestrado, recorda.
Mas o desafio maior desse primeiro curso de pós-graduação da UFMT, analisa o coordenador, era criar as condições para o desenvolvimento acadêmico e construir o ambiente de debate acadêmico. ´´Em 1984 a UFMT tinha somente 12 doutores, em 1993 tentou-se ampliar o quadro incorporando doutores das diversas licenciaturas``. Hoje, a UFMT conta com 496, e o ambiente mudou radicalmente com a existência de tantos outros cursos. Um dos mais novos é o mestrado em Ciência Animal, que teve sua primeira defesa de dissertação no final de novembro do ano passado. ´´O curso está conseguindo estrutura de laboratórios, como o de Nutrição Animal, que foi recentemente construído e atende à graduação em Agronomia e Medicina Veterinária e à pós-graduação``, avalia o coordenador, Joanis Tilemahos Zervoudakis. Essa estrutura, construída por meio de projetos de pesquisas aprovados em editais do CNPq e Fapemat, se reflete em melhorias na Fazenda Experimental, em setores como bovinocultura de corte, ovinos, suinocultura e laticínio-escola , e nas condições das aulas práticas.
O Mestrado em Ciência Animal, acrescenta, intensifica suas linhas de pesquisa agregando o maior número de pesquisadores dessa área no Estado, incluindo docentes dos campi de Cuiabá, Rondonópolis e Sinop. ´´Começamos a ter contato com outras instituições, como a Embrapa Campo Grande, de onde recebemos pesquisadores, e a Universidade Federal de Viçosa, uma das melhores da América Latina``, adianta. Com a UFV deve ser iniciado um convênio em Zootecnia por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), da Capes, que objetiva a formação de recursos humanos de alto nível. O convênio foi um dos poucos, de cursos novos, aprovados no Brasil e prevê a vinda de pesquisadores à UFMT, para orientação, e a ida de alunos à UFV, para cursar disciplinas, com apoio na forma de passagens e diárias.
Os dois mais recentes cursos de mestrado da UFMT são o de ´´Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO)`` e o de Biociências. Ambos se enquadram na área Multidisciplinar da Capes e iniciaram a primeira turma este mês. O ECCO ´´atende às exigências das transformações da sociedade e da própria ciência. Por um lado, temos na região, nos últimos 40 anos, uma avalanche de transformações de toda ordem provocadas pela migração e ocupação massivas, aos quais se imbricam os processos mundiais de circulação global de pessoas, de bens e de valores. As implicações sociais e culturais são incalculáveis. É tarefa, deste Programa, sondar, descrever, avaliar, criticar esses processos em suas dimensões globais ou transnacionais e em suas particularidades locais``. Conta com 16 docentes pesquisadores, com doutorado em Música, Comunicação e Semiótica, Filosofia, Educação, Comunicação e Cultura, Sociologia, Antropologia Social, Ciências da Comunicação e História Social.
O mestrado em Biociências, da Faculdade de Nutrição, tem o objetivo de formar recursos humanos de nível superior aptos a desenvolver pesquisa científica original e relevante, que amplie as fronteiras do conhecimento universal em Biociências; exercer a docência com alta qualidade; possibilitar a produção de conhecimento técnico-científico, consolidando e favorecendo a expansão de grupos e linhas de pesquisa e criar estrutura para a abertura do doutorado. Este curso congrega doze docentes pesquisadores, com formação básica diversificada (nutricionistas, farmacêuticos bioquímicos, educadores físicos, biólogos e físicos), com doutoramento em diferentes áreas do conhecimento (Nutrição, Bioquímica, Clínica Médica, Ciências da Motricidade, Biologia Funcional e Molecular e Saúde Coletiva) e com cinco laboratórios devidamente equipados para a realização de suas pesquisas.
A política de pós-graduação da UFMT visa a, também, ´´apoiar e incentivar a capacitação dos servidores para que possamos ter no mais curto espaço de tempo, a maioria deles qualificados, com seus mestrados, doutorados e pós-doutorados concluídos``, completa a pró-reitora. Dessa forma, a UFMT tem investido na oferta de mestrados e doutorados interinstitucionais, conhecidos como Minter e Dinter, respectivamente. Esses cursos são oferecidos pela Capes e possibilitam a capacitação de um maior número de docentes, em um menor espaço de tempo. Está em andamento um Dinter na área de Enfermagem, oferecido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e brevemente iniciaremos um Minter em Administração, oferecido pela Federal de Minas Gerais (UFMG), adianta Marinêz Marques. Além dessa, estão em fase avançada de negociação dois projetos de mestrado interinstitucional, um em Ciência da Computação e outro em Pediatria, ambos com a USP, e um Dinter em Arquitetura, com a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2007 foram realizados 53 cursos de especialização, dos quais 19 iniciaram suas atividades naquele ano, e 35 estão já estavam em andamento. A meta é ampliar em 30% a oferta desses cursos, que são criados a partir da demanda social a cada área, com aprovação dos colegiados da UFMT.
Consolidação - ´´Verifica-se, portanto, uma forte consolidação da Pós-Graduação da UFMT, demonstrando um salto na qualidade e quantidade de seus cursos, refletindo o esforço de todos os envolvidos, e a decisão de priorizar suas ações neste sentido.`` Mas é preciso, ainda, criar novos doutorados para a fixação de doutores na Região da Amazônia Legal. Neste sentido, a UFMT participa do programa ´´Ciência na Amazônia para o Brasil - Acelera Amazônia``, da Capes. Por meio desse programa, deverão vir novos doutorados. Os mestrados em Historia, Educação e Ecologia e Conservação da Biodiversidade estão preparando propostas para envio em 2008 e 2009.
O crescente aumento no número dos Programas de Pós-graduação tornou necessária a realização do I Seminário de Avaliação da Pós-Graduação da UFMT – Refletir para Consolidar. Organizado pela Propg, o evento ocorreu em maio do ano passado com a participação do diretor de Avaliação da Capes, Emídio Cantídio, e do professor José Luiz Fiorin, docente da USP, como conferencistas, e de 17 representantes de áreas do conhecimento da Capes. Em oficinas específica, foi traçado um panorama da pós-graduação e apontados os rumos que cada programa deverá tomar. Por ocasião desse seminário, pela primeira vez, houve a participação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), propiciando maior integração dos discentes da UFMT e a criação da APG da UFMT.
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=257181
A afirmação é da pró-reitora de Pós-Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marinêz Isaac Marques. Naquele ano havia apenas quatro cursos de mestrado e em 2007 passamos para 21 mestrados e dois doutorados. Esse crescimento, que de 2005 a 2007 foi de 90%, é resultado das ações desenvolvidas nos últimos cinco anos, a partir de discussões com diversos grupos de pesquisadores e da orientação de consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na elaboração de propostas dos novos cursos. Em 2007, a pós-graduação tinha 811 alunos matriculados no mestrado e doutorado e 1.687 na especialização. Foram investidos R$ 674.240,00 em bolsas e custeios.
´´O crescente desenvolvimento tecnológico e econômico no estado de Mato Grosso, seus impactos ambientais e sociais e a abertura de novas fronteiras agrícolas, são realidades que impuseram novos desafios à UFMT. Em resposta, a Universidade vem buscando a excelência na produção de novos conhecimentos e na formação de recursos humanos de alto nível``, explicita o Relatório. Na área de Educação é difícil calcular a contribuição para a realidade do Estado, diz o coordenador do mestrado em Educação, Nicanor Palhares Sá. Isso porque, nos 20 anos de instalação do curso, que se completam agora em março, já foram formados mais de 540 mestres, o que significa mais de 540 trabalhos de pesquisa produzidos, somente pelos discentes. Esse número se eleva consideravelmente com a produção científica docente. Um exemplo, da produção do Programa de Pós-Graduação em Educação é a ´´Revista de Educação``, publicada por meio da Editora Universitária (EdUFMT). Em 2007 o periódico foi avaliado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (Amped) e obteve a classificação ´´Nacional A``. Isso significa que este ano, quando for avaliado pela Capes, receberá a classificação ´´Qualis Nacional A``, explica o professor.
Palhares Sá observa que nesses 20 anos houve contribuição direta na elaboração de políticas públicas e gestão; estudos sobre movimentos sociais e educação, relacionado-os com o Estado; história da educação, em que foi refeita toda a trajetória da educação em Mato Grosso, o que é muito importante na formação do educador; em Educação Ambiental, fundamental no contexto regional, do Brasil e do mundo, além das contribuições didáticas, pedagógicas e de qualificação de pessoal para a própria UFMT. ´´Hoje, muitos dos nossos alunos da graduação são doutores em Educação``, frisa. Uma contribuição concreta e essencial na histórica para Mato Grosso foi a redação da proposta da Constituição do Estado, a partir de emenda popular, por integrantes do programa de mestrado, recorda.
Mas o desafio maior desse primeiro curso de pós-graduação da UFMT, analisa o coordenador, era criar as condições para o desenvolvimento acadêmico e construir o ambiente de debate acadêmico. ´´Em 1984 a UFMT tinha somente 12 doutores, em 1993 tentou-se ampliar o quadro incorporando doutores das diversas licenciaturas``. Hoje, a UFMT conta com 496, e o ambiente mudou radicalmente com a existência de tantos outros cursos. Um dos mais novos é o mestrado em Ciência Animal, que teve sua primeira defesa de dissertação no final de novembro do ano passado. ´´O curso está conseguindo estrutura de laboratórios, como o de Nutrição Animal, que foi recentemente construído e atende à graduação em Agronomia e Medicina Veterinária e à pós-graduação``, avalia o coordenador, Joanis Tilemahos Zervoudakis. Essa estrutura, construída por meio de projetos de pesquisas aprovados em editais do CNPq e Fapemat, se reflete em melhorias na Fazenda Experimental, em setores como bovinocultura de corte, ovinos, suinocultura e laticínio-escola , e nas condições das aulas práticas.
O Mestrado em Ciência Animal, acrescenta, intensifica suas linhas de pesquisa agregando o maior número de pesquisadores dessa área no Estado, incluindo docentes dos campi de Cuiabá, Rondonópolis e Sinop. ´´Começamos a ter contato com outras instituições, como a Embrapa Campo Grande, de onde recebemos pesquisadores, e a Universidade Federal de Viçosa, uma das melhores da América Latina``, adianta. Com a UFV deve ser iniciado um convênio em Zootecnia por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), da Capes, que objetiva a formação de recursos humanos de alto nível. O convênio foi um dos poucos, de cursos novos, aprovados no Brasil e prevê a vinda de pesquisadores à UFMT, para orientação, e a ida de alunos à UFV, para cursar disciplinas, com apoio na forma de passagens e diárias.
Os dois mais recentes cursos de mestrado da UFMT são o de ´´Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO)`` e o de Biociências. Ambos se enquadram na área Multidisciplinar da Capes e iniciaram a primeira turma este mês. O ECCO ´´atende às exigências das transformações da sociedade e da própria ciência. Por um lado, temos na região, nos últimos 40 anos, uma avalanche de transformações de toda ordem provocadas pela migração e ocupação massivas, aos quais se imbricam os processos mundiais de circulação global de pessoas, de bens e de valores. As implicações sociais e culturais são incalculáveis. É tarefa, deste Programa, sondar, descrever, avaliar, criticar esses processos em suas dimensões globais ou transnacionais e em suas particularidades locais``. Conta com 16 docentes pesquisadores, com doutorado em Música, Comunicação e Semiótica, Filosofia, Educação, Comunicação e Cultura, Sociologia, Antropologia Social, Ciências da Comunicação e História Social.
O mestrado em Biociências, da Faculdade de Nutrição, tem o objetivo de formar recursos humanos de nível superior aptos a desenvolver pesquisa científica original e relevante, que amplie as fronteiras do conhecimento universal em Biociências; exercer a docência com alta qualidade; possibilitar a produção de conhecimento técnico-científico, consolidando e favorecendo a expansão de grupos e linhas de pesquisa e criar estrutura para a abertura do doutorado. Este curso congrega doze docentes pesquisadores, com formação básica diversificada (nutricionistas, farmacêuticos bioquímicos, educadores físicos, biólogos e físicos), com doutoramento em diferentes áreas do conhecimento (Nutrição, Bioquímica, Clínica Médica, Ciências da Motricidade, Biologia Funcional e Molecular e Saúde Coletiva) e com cinco laboratórios devidamente equipados para a realização de suas pesquisas.
A política de pós-graduação da UFMT visa a, também, ´´apoiar e incentivar a capacitação dos servidores para que possamos ter no mais curto espaço de tempo, a maioria deles qualificados, com seus mestrados, doutorados e pós-doutorados concluídos``, completa a pró-reitora. Dessa forma, a UFMT tem investido na oferta de mestrados e doutorados interinstitucionais, conhecidos como Minter e Dinter, respectivamente. Esses cursos são oferecidos pela Capes e possibilitam a capacitação de um maior número de docentes, em um menor espaço de tempo. Está em andamento um Dinter na área de Enfermagem, oferecido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e brevemente iniciaremos um Minter em Administração, oferecido pela Federal de Minas Gerais (UFMG), adianta Marinêz Marques. Além dessa, estão em fase avançada de negociação dois projetos de mestrado interinstitucional, um em Ciência da Computação e outro em Pediatria, ambos com a USP, e um Dinter em Arquitetura, com a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2007 foram realizados 53 cursos de especialização, dos quais 19 iniciaram suas atividades naquele ano, e 35 estão já estavam em andamento. A meta é ampliar em 30% a oferta desses cursos, que são criados a partir da demanda social a cada área, com aprovação dos colegiados da UFMT.
Consolidação - ´´Verifica-se, portanto, uma forte consolidação da Pós-Graduação da UFMT, demonstrando um salto na qualidade e quantidade de seus cursos, refletindo o esforço de todos os envolvidos, e a decisão de priorizar suas ações neste sentido.`` Mas é preciso, ainda, criar novos doutorados para a fixação de doutores na Região da Amazônia Legal. Neste sentido, a UFMT participa do programa ´´Ciência na Amazônia para o Brasil - Acelera Amazônia``, da Capes. Por meio desse programa, deverão vir novos doutorados. Os mestrados em Historia, Educação e Ecologia e Conservação da Biodiversidade estão preparando propostas para envio em 2008 e 2009.
O crescente aumento no número dos Programas de Pós-graduação tornou necessária a realização do I Seminário de Avaliação da Pós-Graduação da UFMT – Refletir para Consolidar. Organizado pela Propg, o evento ocorreu em maio do ano passado com a participação do diretor de Avaliação da Capes, Emídio Cantídio, e do professor José Luiz Fiorin, docente da USP, como conferencistas, e de 17 representantes de áreas do conhecimento da Capes. Em oficinas específica, foi traçado um panorama da pós-graduação e apontados os rumos que cada programa deverá tomar. Por ocasião desse seminário, pela primeira vez, houve a participação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), propiciando maior integração dos discentes da UFMT e a criação da APG da UFMT.
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=257181
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vocês encontram diversas monografias sobre diferentes agentes tóxicos.
Consultem, não custa nada!
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Veneno contra o HIV
Veneno contra o HIV
Pesquisa da USPProteína de peçonha de cobras inibe a propagação do vírus da Aids
Proteínas extraídas do veneno de cascavel e jararacas conseguiram inibir em testes in-vitro o vírus da Aids. As peçonhas brasileiras, que estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, atingiram apenas o agente e impediram o avanço do HIV tanto na fase de replicação quanto na entrada dele na célula.De acordo com o professor Andreimar Martins Soares, 35 anos, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que coordena o estudo há dois anos em parceria como Hemocentro, os resultados ainda são preliminares e precisam ser testados em animais e em pacientes antes de significarem uma cura, mas já confirmam o potencial dessas toxinas. Soares, que trabalha há 16 anos com venenos de serpentes e há 10 com plantas medicinais anti-veneno, disse que a toxicologia é uma das áreas que mais cresce no mundo por causa do potencial para fármacos e até para a cosmética. “Várias proteínas de peçonhas já são aplicados comercialmente, o melhor exemplo é o remédio Captopril, desenvolvido aqui na USP de Ribeirão pelo professor Sérgio Henrique Ferreira e sintetizado a partir do veneno de jararaca, que se tornou o remédio para pressão mais usado no mundo”, afirmou.Segundo o professor, os venenos animais tem se mostrado eficientes contra tumores e variados fungos, bactérias e vírus. Soares disse que já há estudos no País que demonstram o uso de venenos no combate à dengue e a agentes de doenças como a esquitossomose, leishmaniose e chagas. Como os venenos tem um custo alto —um grama de veneno de uma cascavel custa cerca de R$ 300 e o grama do de jararaca pode chegar até R$ 900—-, esse tipo de pesquisa não é fácil no Brasil. “Agora, como a universidade está começando a fazer parcerias com empresas, aumentam as chances de conseguirmos patentear e de levarmos para a fase clínica, mas conseguir recursos é sempre uma luta”, declarou Soares. O trabalho do professor conta com uma equipe de 16 pessoas, entre alunos da graduação e da pós, além de parcerias com outras universidades do País e internacionais.
BIOPIRATARIA
Soares disse que um dos principais problemas enfrentado hoje no campo de toxicologia é a biopirataria. O professor afirmou que já chegou a acessar um site francês que vendia venenos que só existem no Brasil. “Como eles conseguiram? Alguém daqui vendeu, só que esses estrangeiros vão sintetizar e patentear o veneno e depois vender por milhares de euros, inclusive para os brasileiros”, declarou Soares, para quem fiscalização e conscientização são as únicas formas de combate.DEBATEPara esclarecer dúvidas sobre serpentários, o veterinário Gustavo Fazio e criadora Carla Zanchi organizam uma mesa-redonda gratuita. Os interessados devem mandar um e-mail para: carlazanchi@uol.com.brPeçonha de coral vale até US$ 140 milVenenos de serpentes valem mais que metais preciosos. O grama da peçonha da cascavel, que é uma das mais produzidas, por exemplo, chega a custar seis vezes mais que o grama de ouro, cotado a R$ 50. Outros venenos mais raros e difíceis de extrair, como o da coral verdadeira, podem chegar a US$ 14 mil o grama no mercado internacional. A extração, porém, leva tempo —20 cascavéis rendem um grama por mês e para juntar a mesma quantia de uma coral, pode levar dois anos. Quanto ao licenciamento ambiental, todas os novos pedidos para serpentários estão suspensos desde o ano passado e só devem ser retomados quando o Ibama liberar a nova instrução normativa —o que não deve acontecer antes do final do ano. Cuidar de animais é muito difícilVeterinário de animais silvestres, Gustavo César Fazio, 32, tenta autorização para um serpentário. “O custo para manter serpentes não é tão alto perto do lucro, o valor agregado por cabeça é melhor que o de gado, mas tem que ser feito cumprindo a legislação e tratando bem o bicho, que é muito frágil”, disse Fazio. Alexandra Sandrin, 47, e Carla Zanchi, 44, são donas de um dos três serpentário autorizado da região e trabalham no ramo há 12 anos. “Cobras precisam de manutenção diária, porque qualquer estresse, como mudança de temperatura, faz com que elas adoeçam e morram”, disse Alexandra, que é bióloga. Para Carla, novos criadouros ajudariam na preservação de exemplares que estão em extinção.
Fonte:DANIELLE CASTRO
Gazeta de Ribeirãodanielle.castro@gazetaderibeirao.com.br
http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1570520&area=92020&authent=0570CFFFA36300BCC9C46433DAB9B7
Pesquisa da USPProteína de peçonha de cobras inibe a propagação do vírus da Aids
Proteínas extraídas do veneno de cascavel e jararacas conseguiram inibir em testes in-vitro o vírus da Aids. As peçonhas brasileiras, que estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, atingiram apenas o agente e impediram o avanço do HIV tanto na fase de replicação quanto na entrada dele na célula.De acordo com o professor Andreimar Martins Soares, 35 anos, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que coordena o estudo há dois anos em parceria como Hemocentro, os resultados ainda são preliminares e precisam ser testados em animais e em pacientes antes de significarem uma cura, mas já confirmam o potencial dessas toxinas. Soares, que trabalha há 16 anos com venenos de serpentes e há 10 com plantas medicinais anti-veneno, disse que a toxicologia é uma das áreas que mais cresce no mundo por causa do potencial para fármacos e até para a cosmética. “Várias proteínas de peçonhas já são aplicados comercialmente, o melhor exemplo é o remédio Captopril, desenvolvido aqui na USP de Ribeirão pelo professor Sérgio Henrique Ferreira e sintetizado a partir do veneno de jararaca, que se tornou o remédio para pressão mais usado no mundo”, afirmou.Segundo o professor, os venenos animais tem se mostrado eficientes contra tumores e variados fungos, bactérias e vírus. Soares disse que já há estudos no País que demonstram o uso de venenos no combate à dengue e a agentes de doenças como a esquitossomose, leishmaniose e chagas. Como os venenos tem um custo alto —um grama de veneno de uma cascavel custa cerca de R$ 300 e o grama do de jararaca pode chegar até R$ 900—-, esse tipo de pesquisa não é fácil no Brasil. “Agora, como a universidade está começando a fazer parcerias com empresas, aumentam as chances de conseguirmos patentear e de levarmos para a fase clínica, mas conseguir recursos é sempre uma luta”, declarou Soares. O trabalho do professor conta com uma equipe de 16 pessoas, entre alunos da graduação e da pós, além de parcerias com outras universidades do País e internacionais.
BIOPIRATARIA
Soares disse que um dos principais problemas enfrentado hoje no campo de toxicologia é a biopirataria. O professor afirmou que já chegou a acessar um site francês que vendia venenos que só existem no Brasil. “Como eles conseguiram? Alguém daqui vendeu, só que esses estrangeiros vão sintetizar e patentear o veneno e depois vender por milhares de euros, inclusive para os brasileiros”, declarou Soares, para quem fiscalização e conscientização são as únicas formas de combate.DEBATEPara esclarecer dúvidas sobre serpentários, o veterinário Gustavo Fazio e criadora Carla Zanchi organizam uma mesa-redonda gratuita. Os interessados devem mandar um e-mail para: carlazanchi@uol.com.brPeçonha de coral vale até US$ 140 milVenenos de serpentes valem mais que metais preciosos. O grama da peçonha da cascavel, que é uma das mais produzidas, por exemplo, chega a custar seis vezes mais que o grama de ouro, cotado a R$ 50. Outros venenos mais raros e difíceis de extrair, como o da coral verdadeira, podem chegar a US$ 14 mil o grama no mercado internacional. A extração, porém, leva tempo —20 cascavéis rendem um grama por mês e para juntar a mesma quantia de uma coral, pode levar dois anos. Quanto ao licenciamento ambiental, todas os novos pedidos para serpentários estão suspensos desde o ano passado e só devem ser retomados quando o Ibama liberar a nova instrução normativa —o que não deve acontecer antes do final do ano. Cuidar de animais é muito difícilVeterinário de animais silvestres, Gustavo César Fazio, 32, tenta autorização para um serpentário. “O custo para manter serpentes não é tão alto perto do lucro, o valor agregado por cabeça é melhor que o de gado, mas tem que ser feito cumprindo a legislação e tratando bem o bicho, que é muito frágil”, disse Fazio. Alexandra Sandrin, 47, e Carla Zanchi, 44, são donas de um dos três serpentário autorizado da região e trabalham no ramo há 12 anos. “Cobras precisam de manutenção diária, porque qualquer estresse, como mudança de temperatura, faz com que elas adoeçam e morram”, disse Alexandra, que é bióloga. Para Carla, novos criadouros ajudariam na preservação de exemplares que estão em extinção.
Fonte:DANIELLE CASTRO
Gazeta de Ribeirãodanielle.castro@gazetaderibeirao.com.br
http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1570520&area=92020&authent=0570CFFFA36300BCC9C46433DAB9B7
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX
Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX
lá vocês encontram as principais plantas ornamentais tóxicas, que podem representar grandes problemas em casos de intoxicação.
http://www.fiocruz.br/sinitox/prognacional.htm
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