segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Para prevenir Intoxicações - Entenda como funciona o CitoxO órgão é vinculado à Gerência de Inspeção em Serviços e Produtos, da Vigilância Sanitária

O Citox funciona na rua Pernambuco, 2464, bairro Primavera, zona Norte de Teresina. O órgão é vinculado à Gerência de Inspeção em Serviços e Produtos, da Vigilância Sanitária Estadual, da Secretaria Estadual de Saúde-Sesapi e à Associação Nacional de Vigilância Sanitária. E, como membro da Rede Nacional de Centros de Toxologia do Brasil, também é vinculado ao Sistema Nacional de Informações Toxológicas, da Fundação Osvaldo Cruz.



As pessoas que necessitam de informações e assistência com relação aos acidentes relacionados à intoxicação por medicamentos, produtos tóxicos, picadas de insetos peçonhentos ou plantas venenosas podem entrar em contato através do telefone: 0800-280 3661.



"O que nós sempre pedimos quando divulgamos o serviço que prestamos e o número de contato é para que as pessoas não liguem de maneira desnecessária, ou seja, aplicando trotes, porque enquanto isto acontece, outra pessoa pode realmente estar precisando de assistência e pode não conseguir porque a linha estará ocupada", disse a médica Cíntia Melo.
Fonte: Diário do Povo

Edição: Flávio Moura

Erva venenosa, perigo dentro de casa

Elas impressionam pelo viço, imponência e pelas flores coloridas. Nos canteiros, vasos e ruas, enquanto ornamentam, as plantas dão um clima especial, ajudando até a esquecer o calor. Para alguns, espantam até mau olhado! Para outros, é a dose em busca do equilíbrio perdido. Existe, porém, uma ameaça velada, nem sempre conhecida ou respeitada: se ingeridas ou colocadas na boca acidentalmente, dezenas dessas plantas podem provocar intoxicações sérias, especialmente para as crianças.
- A gente conhecia manual que falava de plantas tóxicas para o gado. É claro que elas são também perigosas para o ser humano. Mas, até então, não se conhecia nenhuma obra voltada para a orientação das pessoas. Foi o que resolvemos fazer - conta o professor de Química Orgânica e Farmacognosia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, de Ribeirão Preto, Fernando Batista da Costa.

Nova edição
Ele divide a autoria do livro “Plantas Tóxicas - Conhecimento e prevenção de Acidentes”- com a doutoranda Rejane Barbosa de Oliveira, também da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, que se dedica a estudar a toxicologia das plantas e Silvana Pires de Godoy, que leciona atualmente Botânica na USP de São Paulo.
O livro que foi lançado em 2003, com apoio financeiro da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, está esgotado. Por isso, uma segunda edição deve ser preparada para atender aos pedidos que chegam de várias setores.
- O livro hoje faz parte da bibliografia dos vários cursos de pós-graduação de agronomia, veterinária e saúde pública e foi distribuído também para o serviço público e universidades, que sentem falta de sistematização do assunto. O livro não é encontrado nem em sebo - admite o pesquisador.

Um caso real
A idéia do livro nasceu diante de um problema concreto de intoxicação de uma família no Hospital das Clínicas da USP, de Ribeirão Preto. Uma mulher e os dois filhos ingeriram uma planta tóxica refogada, acreditando que fosse couve. A planta tóxica foi identificada, depois de três dias de estudo, pelas folhas trazidas por uma vizinha. A família já havia até recebido alta.
Uma das autoras do livro, Rejane Oliveira, que estava então no último ano de ciências biológicas, se interessou pelo assunto ao perceber que o departamento de Botânica e os médicos da Toxicologia, não tinham um guia prático, com fotos, que permitisse identificação imediata em situações de emergência.

Monografia
Rejane de Oliveira usou então o assunto como tema de sua monografia de bacharelado em Ciências Biológicas, depois de levantar a incidência de intoxicação no Hospital das Clínicas por causa de plantas, quais as variedades responsáveis pelo envenenamento e os sintomas que produziam. O livro foi uma decorrência natural.
- Não foi feita nenhuma pesquisa adicional sobre as plantas. Os dados usados são da literatura, mas estavam dispersos. E as plantas foram relacionadas de acordo com os casos registrados no HC - conta o professor Fernando Costa.
Ele se orgulha do fato dos três autores, na época, estarem em Ribeirão Preto, dos dados serem da cidade e a editora Holos, também. O resultado, entretanto, ele considera de utilidade universal, já que as plantas são conhecidas em vários países.
- Através do livro, procuramos passar as informações mais relevantes para leigos, pesquisadores e serviços de saúde: relação das principais espécies causadoras de intoxicações, com fotos, seus princípios tóxicos, ação fisiológica e os procedimentos mais adequados para cada caso – explicou Costa.

‘Chazinhos caseiros’, da vovó ou da titia, podem levar à hospitalização, alerta o especialista
Costa lembra que, às vezes, a receita caseira de algum “chazinho” mal indicado, pode levar a pessoa até a hospitalização. E provocar muitos problemas.
- Algumas plantas possuem mais efeitos adversos do que os medicamentos de origem sintética, pois contém diversas substâncias ativas. Quem já não ouviu falar do curare, da estricnina, morfina, cocaína ou nicotina? Ou ainda das sérias queimaduras provocadas pelos bronzeadores à base de extrato de figo? São todos produtos naturais! - frisa Costa, lembrando os perigos da propaganda enganosa.
Auto-medicação
Acredita em outros fatores culturais que colaboram para agravar a situação: além da mídia, o brasileiro gosta de se auto-medicar e descende dos europeus, índios e africanos.
- São povos que sempre utilizaram plantas medicinais. O problema se agrava, quando vem o descrédito da população quanto à eficiência do serviço público de saúde.

Problemas
O professor Fernando Batista da Costa pondera que nem todas as plantas causam intoxicação graves, como desordens neurológicas, cardíacas coma ou morte. A maioria dos casos é de natureza mais branda, resultando em vômitos, diarréias e náuseas. Mas ele lembra que as conseqüências de uma intoxicação são agravadas ou não, de acordo com o peso da pessoa, o fato de ter se alimentado antes ou não, idade, a quantidade ingerida e a sensibilidade de cada organismo. Muitas vezes a pessoa é alérgica e basta pequena quantidade do princípio ativo existente na planta para provocar uma reação indesejada. Uma coisa é certa: as crianças são as maiores vítimas.

Plantas provocam 2% das intoxicações
No “ranking” oficial das causas de intoxicações no país, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 2% dos registros nos centros de toxicologia, monitorados pelo governo, são de envenenamentos por plantas. Em torno de 2 mil casos por ano em todo o país, dos quais 70 por cento deles ocorrem com crianças de até doze anos de idade. Causa da contaminação: plantas cultivadas em vasos dentro das casas e no ambiente próximo.
Não existem dados recentes. Entre 1993 e 1996, por exemplo, um estudo mostrou que ocorreram nesse período 5.864 casos de intoxicações com plantas, o que corresponde a uma incidência de 2,7% de todos os casos registrados no período. Morreram 31 pessoas nesses três anos, por causa das plantas tóxicas. Junto com medicamentos e produtos de limpeza doméstica, a intoxicação com plantas é também a que mais faz vítimas entre as crianças.

Comigo-ninguém-pode

Utilizada por muita gente nas portas das casas para evitar “mau-olhado”, é uma planta ornamental, responsável por casos graves de intoxicação, principalmente em crianças. A mastigação, ainda que de pequenas porções das folhas, provoca intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas: salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Ocorre inchaço das mucosas que tiveram contato direto com a planta. O quadro clínico é freqüentemente agravado pela obstrução das vias aéreas superiores, acarretando prejuízo temporário da fala. Nos casos mais graves náuseas e vômitos foram relatados. O contato com os olhos provoca lesões da córnea, acompanhadas por dor e fotofobia. O tratamento é apenas sintomático. Usualmente são utilizados leite e água e gelo para aliviar o desconforto do paciente.


Mamona

Cultivada para a extração do óleo das sementes, que não é tóxico. A toxicidade da planta é conhecida desde tempos remotos. As células da parede gastrintestinal são as mais atingidas. As sementes desta planta são extremamente atrativas para crianças, levando-as a ingerir quantidades consideráveis destas sementes. Os sintomas da intoxicação aparecem depois de algumas horas, ou até mesmo dias após a ingestão. Neste intervalo de tempo, nota-se a perda do apetite, o aparecimento de náuseas, vômitos e diarréia. Subseqüentemente, estes sintomas se agravam. Os vômitos tornam-se persistentes e a diarréia passa a ser sanguinolenta. Não existem antídotos para a intoxicação com ricina. O tratamento é sintomático, devendo sempre ser iniciado com lavagem gástrica e com a administração de carvão ativado.

Azedinha

Considerada uma “praga” de jardim, tem o sabor levemente azedo, o que é uma atração para as crianças. O oxalato de potássio origina o ácido oxálico, que é responsável pela toxidez do gênero. Em sua forma solúvel, irrita as mucosas do estômago e do intestino quando ingerido, provocando vômitos, diarréia e dor abdominal. Uma vez no trato gastrintestinal, leva a uma violenta estimulação muscular tetânica, podendo causar distúrbios cardíacos e neurológicos. Nos rins obstrui os canais, causando lesões por alteração da função tubular. Apesar das sérias conseqüências que as intoxicações por oxalato de cálcio podem provocar, estas só ocorrem após a ingestão de grandes quantidades da planta. A digestão é lenta e, por isso, os primeiros sintomas (náusea, vômitos e diarréia) demoram a aparecer. O tratamento pode ser iniciado com lavagem gástrica e medidas provocativas de vômitos.


Pinhão-
paraguaio

É uma planta muitas vezes empregada como cerca viva, mas seu maior uso está na medicina popular. As sementes, bem como o óleo retirado delas, são freqüentemente usados como purgativo, no tratamento de afecções da pele, hidropisia, gota, paralisia e reumatismo, principalmente nos países tropicais. Seu óleo é empregado como lubrificante em motores a diesel e na fabricação de sabão e tinta. Apesar de usadas na medicina popular, as sementes podem causar graves irritações e envenenamentos. Vários autores fizeram experimentos relatando a toxicidade para animais, com conseqüências fatais entre dois e vinte e um dias. Sintomas: diarréia profusa, desidratação e debilidade orgânica.


Saia-branca

Conhecida também como erva-do-diabo, trombeteira, trombeta-de-anjo, beladona, figueira-do-inferno, aguadeira, Zabumba, tem atividades psicotrópicas, pois tem um tipo de alcalóide (tropânico) em todas as partes da planta, de onde se extraem vários medicamenos, como a atropina. As intoxicações ocorrem através da ingestão de folhas, flores e/ou frutos por crianças, ou pelo contato da seiva com os olhos durante a poda. Todavia, são mais freqüentes os casos relacionados ao uso da planta na preparação de chás com finalidades alucinógenas. O quadro clínico inicia-se rapidamente, começando com náuseas e vômitos pouco intensos. Logo a seguir surgem sintomas como pele quente, seca e avermelhada, secura das mucosas, principalmente bucal e ocular, taquicardia, dist úrbios de comportamento, confusão mental e agitação. O paciente oscila entre a passividade e a agitação. As alucinações são freqüentes. Pode levar a depressão, torpor, coma profundo e morte. É indicada a lavagem gástrica.

Buchinha

Também conhecida como buchinha-do-norte, buchinha-paulista, cabacinha, é usada empíricamente para aspiração contra a sinusite.
Porém, existem relatos da ocorrência de hemorragias nasais após estas aspirações. Entretanto, não foi a utilização desta planta no tratamento da sinusite que provocou as intoxicações atendidas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto: todas as ocorrências relacionadas à buchinha tiveram como vítimas mulheres, entre 16 e 25 anos, que ingeriram quantidades variáveis de chás preparados com os frutos, na tentativa de causar aborto. Uma pessoa morreu. Em todos os casos, os sintomas apareceram cerca de 24 horas após a ingestão do chá. Náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça são os sintomas primários. Há risco de coma e morte.


Alamanda

Uma trepadeira tóxica, principalmente como purgante, provoca distúrbios gastrintestinais intensos caracterizados por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia. O tratamento deve ser iniciado com lavagem gástrica, levando-se em consideração as propriedades cáusticas do vegetal.


Chapéu-de-napoleão

Planta comumente encontrada nas calçadas de Ribeirão Preto, atrai as crianças com suas sementes, geralmente confundidas com castanhas comestíveis, causando intoxicações. Todas as partes da planta são tóxicas, principalmente as folhas. O látex possui intensa ação emética e purgativa, além de ser altamente cáustico. A toxidez do vegetal decorre principalmente da presença de princípios ativos cardiotônicos alguns dos quais são similares à digoxina, que tem ação sobre o músculo cardíaco, levando a distúrbios de ritmo, incluindo bloqueios, taquicardia e fibrilações. A ingestão das sementes causa distúrbios digestivos como náuseas, vômitos e eritema das mucosas bucal e digestiva. Os distúrbios cardíacos graves são relatados apenas em casos de ingestão de mais de cinco sementes. A dose fatal é de oito a dez sementes para os adultos e de cinco a oito sementes para crianças.


Rubens Zaidan
Especial para “A Cidade”

terça-feira, 27 de maio de 2008

Plantas brasileiras ganham catálogo fitoterápico

O poder das plantas brasileiras vai ser reunido em livro.
A editora Epub, voltada para área biomédica, lança um catálogo com o índice terapêutico fitoterápico (ITF) com 320 vegetais. A publicação, semelhante às que existem sobre substâncias alopáticas, apresenta princípios ativos, indicações, contra-indicações, efeitos colaterais, posologia, toxicologia, farmacologia, entre outras informações. Esta é a primeira publicação do tipo editada no Brasil. Os organizadores deram prioridade às plantas de uso comum sobre as quais já existem estudos científicos nacionais ou internacionais.
Apesar de ser voltado para especialistas, a editora científica do catálogo, Ângela Lima, diz que ele tem linguagem acessível para leigos. Há ervas nativas da Amazônia e da Mata Atlântica e outras originárias de outros países que se adaptaram por aqui. Estima-se que as florestas brasileiras abriguem nada menos que 12 mil espécies medicinais. Mas pouquíssimas foram pesquisadas com rigor, ao passo que
plantas como o ginseng, por exemplo, são vastamente estudadas em todo o mundo.

fonte Publicada em 25/05/2008 às 11h22m
O Globo Online

sábado, 24 de maio de 2008

PARABÉNS ICA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS!

Você sabia que a partir de 15/05/2008 o nosso
Núcleo de Ciências Agrárias se tornou oficialmente a vigésima unidade da UFMG?

Parabéns a todos os que contribuíram para essa conquista.
Agora cada um de nós deve fazer o máximo para elevar cada vez mais o nome do
INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFMG.


E você, vai ficar aí parado?
Vai ficar aí só criticando?
Cada um pode e deve contribuir!

COMO ESCREVER UMA REVISÃO DE LITERATURA SEM ESTRESSE - AULA EXTRA

Dia 09 de junho de 2008 às 18h - sala 6.
Discutiremos dicas para ESCREVER UMA REVISÃO DE LITERATURA SEM ESTRESSE e tentaremos trocar experiências, muitas vezes não descritas nos livros.
Aguardo todos vocês lá.
Aberto para a comunidade do ICA!
Presença obrigatória para orientados de TCC, integrantes do GAS e GEQUUS.
Duração 1h e 30min.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A indústria investe em produtos orgânicos e naturais para dermocosméticos

16/04/2008 - 10:25

Que tal ficar linda, relaxada e ainda ajudar na preservação do meio ambiente? Os cosméticos orgânicos têm exatamente essa função. São produtos fabricados com matérias-primas livres de substâncias tóxicas sem poluir o meio ambiente no processo de produção.
Quem busca uma vida natural precisa conhecer melhor o conceito de orgânicos. Trata-se de vegetais (plantas, frutas, legumes etc) cultivados em solo vivo, ou seja, rico em nutrientes e matéria orgânica, sem a adição de adubos químicos ou agrotóxicos. Esse cuidado especial garante produtos mais nutritivos e saudáveis para o organismo e, é claro, respeita o meio ambiente. A boa notícia é que este tipo de preocupação não está restrito apenas aos alimentos. Algumas empresas no segmento de beleza já incorporaram a filosofia dos orgânicos, seja no plantio ou na escolha das matérias-primas que utilizarão para compor suas fórmulas.
Com esta nova visão de mercado da beleza, há uma grande preocupação em atender aos consumidores em suas necessidades individuais, protegê-los de substâncias que podem causar problemas à saúde e, sobretudo, diminuir o risco ecológico. Por isso, com o aumento deste mercado, é possível já encontrar produtos de baixo potencial alérgico, devido sua origem vegetal, com características biodegradáveis. “Um dos principais atrativos dos cosméticos orgânicos é a produção ecologicamente correta, onde verificamos que os consumidores, além de buscarem uma melhora na qualidade de vida, também estão preocupados em preservar a natureza e o meio ambiente”, afirma a gerente de pesquisa e desenvolvimento da Vital Especialidades, Mônica Antunes Batistela.
Com esse novo paradigma de produção de cosméticos, grandes companhias deste setor de todo o mundo estão investindo maciçamente em pesquisa e desenvolvimento de produtos livres de substâncias sintéticas como: óleos minerais, silicones, parabenos, conservantes químicos e matérias-primas de origem animal. E é sobre essa tendência que a empresa Vital Especialidades Dermocosméticas tem trabalhado com produtos naturais e vegetais. Veja, abaixo, alguns exemplos:
Derivados de Karité: Fruto originário das Savanas Africanas. Produto natural, altamente estável, com propriedades extra-emolientes, hidratantes, anti-irritantes, antiinflamatórias. Lipex Shea é uma matéria prima com certificado ECOCERT indicado para produtos de origem natural. Contém alto teor de emolientes naturais que hidratam, amaciam e protegem a pele e cabelos expostos às agressões externas, conferindo excelente propriedade sensorial. A família dos derivados do Karitê como emulsionantes, anfóteros, espessantes, quaternários e ésteres especiais possuem diversas aplicações: Limpeza facial, tratamento e hidratação, sabonetes, produtos solares, infantis, vegetais, cuidados corporais.
Derivados de Oliva: Completa linha de óleo de oliva e derivados. O óleo de oliva é caracterizado por triglicerídeos com alto teor de ácido graxo oléico. Graças ao processo de refino apresenta ainda alto teor de esqualeno e fitoesteróis. Os derivados de oliva são 100% naturais, com excelente perfil sensorial e permeação cutânea, sem resíduo oleoso. O Polygreen Softolive apresenta toque seco e suave, além de ser uma ótima alternativa vegetal ao uso de silicones. Possuem inúmeras possibilidades de aplicações como: limpeza, higienização, suavização e retirada de impurezas do dia-a-dia. O extrato de oliva também é conhecido devido sua propriedade nutritiva e hidratante, contém lipídeos, vitaminas do complexo B, proteínas e sais minerais.
Derivados do Cacau: Lipex Cocoasoft é a manteiga de cacau 100% natural, estável, para o cuidado da pele e/ou dos cabelos altamente ressecados. Exerce propriedades extra-emolientes, com ponto de fusão diferenciado, é hidratante, condiciona, amacia e protege, não deixando resíduo pesado e oleoso sobre a pele e cabelos. Confere ainda propriedades estruturantes e sensoriais para produtos cosméticos.
Produto com certificado Ecocert. Possui diversas possibilidades de aplicações: emulsões, manteigas corporais, loções, condicionadores e máscaras capilares.
Derivados de cCanola - akorex L: Produto com certificado Ecocert. Derivado das sementes da planta Brassica napus ou campestris. O Akorex L é uma fração do óleo vegetal de canola obtido através de um processo criterioso que otimiza o alto teor de tocoferóis naturais (vitamina E biodisponível na forma alfa, gama e delta) e fitoesteróis (betasistoterol, campesterol e brassicasterol). Trata-se de um potente antioxidante, antiinflamatório, regenerador, pode potencializar o fator de proteção solar e o tempo de meia vida das formulações. As aplicações podem ser: produtos para cuidados para pele (hidratantes e produtos anti-aging); produtos infantis (pomadas anti-assaduras, emulsões e óleos); produtos solares (emulsões, óleos bronzeadores e sticks labiais).
Akogel: É um produto especialmente desenvolvido para aplicação nas áreas cosméticas e farmacêuticas. Ele é uma associação de gorduras e óleos vegetais (grau alimentício refinado) hidrogenados e desodorizados, criteriosamente selecionados para se obter um produto estável e com uma consistência semi-sólida. Este complexo vegetal também tem o certificado Ecocert e foi desenvolvido para oferecer uma alternativa a vaselina sólida, que apresenta petrolato em sua composição. O Akogel poder ser utilizado em ampla gama de produtos cosméticos: Emulsões e cremes hidratantes, máscaras e condicionadores, bases líquida e batons ou sticks labiais.
Perfil da Vital Especialidades - A Vital Especialidades é uma empresa especializada no fornecimento de matérias-primas dermocosméticas e farmacêuticas; Possui 14 anos de forte atuação no mercado; Investe em desenvolvimento e pesquisa constantes, trabalhando lado a lado com seus fornecedores; desenvolve fórmulas e suporte técnico; Atendimento personalizado pelos seus vendedores internos; Visitação a médicos e clientes; Palestras, treinamentos e workshops (realizados em diversos estados brasileiros) e parcerias com os clientes para divulgação dos produtos da Vital. www.vitalespecialidades.com.br

Agrotóxicos e hortaliças Pesquisa indica alto índice de substâncias tóxicas nos alimentos.

Será que você e sua família podem consumi-los sem risco à saúde? Simone Tinti
Toda mãe, mais cedo ou mais tarde, introduz legumes, frutas e verduras na dieta do filho. No primeiro ano, por meio das papinhas. Depois, além de cozidos, eles também são consumidos crus. 'As hortaliças são importantes porque têm minerais, vitaminas e fibras', afirma o nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração de São Paulo.Mas o excesso de agrotóxicos pode prejudicar a fama de alimentos saudáveis. É o que apresentou um levantamento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde. Os dados, levantados em 2007, indicam que o tomate, o morango e a alface apresentaram alto índice residual de agrotóxicos e uso de substâncias não autorizadas.Antes de os pais se assustarem com o resultado da pesquisa, Anthony Wong, chefe do Departamento de Toxicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que os agrotóxicos citados na pesquisa da Anvisa - metamidofós e monocrotofós - não se acumulam no organismo. Mas, mesmo assim, é importante tomar cuidados ao consumir hortaliças em geral, pois herbicidas e metais pesados são muito prejudiciais. 'Em níveis muito altos, 50 ou 100 vezes maiores que o permitido, há substâncias que podem causar efeitos indesejáveis como cólicas, entre outros', diz o médico. Uma saída para evitar o risco de contaminação seria adotar o consumo de produtos orgânicos . Quando não for possível comprá-los, a solução é higienizar as hortaliças rigorosamente. 'A dica é lavá-las com água, sabão e bucha ou escovinha. Com isso, é possível minimizar a presença de alguns tipos de agrotóxicos que penetram apenas na casca do alimento, além de evitar a contaminação por coliformes fecais', diz Ana Maria Resende Junqueira, professora da Faculdade de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB).-
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u394205.shtml

Planta que cresce em locais contaminados mostra caminho para recuperar solo

21/04/2008 - 13h04
da Efe, em Madri
Uma planta herbácea que cresce em terrenos contaminados com metais pesados está ajudando cientistas a entenderem como recuperar este tipo de solo, diz um estudo publicado nesta segunda-feira (21) pela revista britânica "Nature". As pesquisas genéticas realizadas pela Universidade alemã de Heidelberg têm como finalidade destrinchar os mistérios da Arabidopsis halleri, uma das poucas plantas adaptadas a este tipo de terreno. A Arabidopsis halleri, uma herbácea pouco comum da família brassicacea, extrai do solo as substâncias tóxicas e, por meio de um sistema de bombeamento, as envia das raízes para as folhas, onde se concentram para defender a planta de insetos e de agentes patogênicos. Os cientistas alemães descobriram que esta planta tem três cópias do gene HMA4 quando a compararam com sua irmã, a Arabidopsis thaliana, que só tem um e que não consegue sobreviver em locais contaminados com metais pesados, diz o estudo.
Quando este gene foi transplantado para a Arabidopsis thaliana, ela se tornou mais resistente aos metais pesados, mas não o suficiente. A autora principal do estudo, Ute Kraemer, explicou que há outros genes envolvidos no processo que ainda não foram totalmente identificados. No entanto, o efeito de acumulação e tolerância aos metais é muito amplo no HMA4, por isto a "boa notícia" é que o número de genes adicionais necessários para ter uma planta destas características é baixo (entre um e dez), acrescentou.
A pesquisadora alemã disse, que, por causa da pouca biomassa da Arabidopsis halleri, seria inviável economicamente limpar os terrenos contaminados com esta planta, já que em teoria seriam necessários aproximadamente cem anos para regenerar um solo moderadamente contaminado.
A solução é aumentar a produção de biomassa nesta variedade ou potenciar geneticamente outras plantas mais frondosas da mesma família da Brassica juncea (planta da mostarda) para que sobrevivam nestes terrenos inóspitos e se comportem como a Arabidopsis halleri. Os terrenos contaminados com metais pesados existem em grande quantidade no mundo e estão se transformando em um grave problema na Europa, sobretudo na Europa Oriental, na China e na Índia.

Parabéns pelo seu dia, Zootecnistas!

13/05

O Zootecnista é um profissional responsável por grandes transformações nas Ciências Agrárias.

Parabéns pelo seu dia!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estudo usa veneno contra Alzheimer

Equipe da USP seleciona aranha para desenvolver novo remédio voltado a pacientes com doença degenerativa
Brás Henrique

Uma substância encontrada no veneno de uma aranha comum no cerrado brasileiro pode ser a chave para um novo medicamento destinado a pacientes com mal de Alzheimer e outras doenças degenerativas, como esquizofrenia e epilepsia. Pesquisa desenvolvida no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, conseguiu separar uma substância produzida pela aranha Parawixia bistriata e, com o trabalho, impedir a morte de células do sistema nervoso.A equipe da USP extraiu a glândula do veneno da P. bistriata para separar suas moléculas. A substância afeta a quantidade de glutamato no sistema nervoso. O glutamato é um aminoácido responsável pela comunicação entre os neurônios, chamado de neurotransmissor. "Por algum motivo, a liberação em excesso do glutamato aumenta a estimulação e mata as células do sistema nervoso, que não se regeneram", diz o professor do Departamento de Biologia da USP Wagner Ferreira dos Santos, um dos pesquisadores envolvidos no trabalho.Como na aranha o glutamato é responsável pelos movimentos, foram coletadas várias espécies e feitas experiências em ratos, em laboratório, simulando crises convulsivas. A P. bistriata apresentou o melhor resultado em laboratório, já que a maioria dos ratos não desenvolveu doenças. Isso poderá, no futuro, evitar a progressão de doenças neurodegenerativas em humanos. "Os medicamentos existentes hoje diminuem a estimulação, mas não bloqueiam a morte celular dos neurônios, o que a pesquisa foi capaz de fazer", comemora Santos. "Não tínhamos idéia do mecanismo da ação do glutamato", comenta.Outro pesquisador, Joaquim Coutinho-Netto, da Faculdade de Medicina, diz que a pesquisa traz boas perspectivas, pois há 30 anos não se tem novidades na área e os medicamentos são do começo do século 20.
ETAPAS: Pesquisadores das faculdades de Medicina e de Filosofia, Ciências e Letras participam dos estudos, que começaram há 14 anos e ainda não foram concluídos. No momento, eles trabalham na estrutura química da molécula.Em seguida, será feita a síntese química, para produzir a molécula em laboratório, pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Então, ensaios com animais deverão ser realizados para encontrar o melhor método de uso do medicamento (injetável, comprimido ou outro). Só depois seriam feitos testes em humanos. Com os investimentos necessários, o início dos testes em humanos deverá ocorrer em sete anos, diz Santos.Uma parte da pesquisa está sendo desenvolvida em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), pela pesquisadora Andréia Cristina Karklin Fontana, que integra a equipe. O estudo foi publicado na revista americana Molecular Pharmacology no final de 2007.

Veneno de sapo é apreendido em casa de empresário de Pindamonhangaba

Homem teria aplicado o produto em comerciante de 52 anos, que morreu. Ele se apresentou à polícia e disse que cedia o veneno a amigos sem cobrar nada.

Um empresário do setor de transportes de Pindamonhangaba, a 145 km de São Paulo, se apresentou à polícia no fim da manhã desta sexta-feira (25). Ele é suspeito de ter aplicado o veneno de sapo conhecido como kambô no comerciante de 52 anos que morreu após usar o produto.

Por volta das 16h30, a polícia fez uma busca na casa do suspeito e encontrou mais pedaços de madeira com kambô. “São umas lascas de madeira, que, segundo ele (o empresário), são vendidas no Acre. Tem como se fosse uma cola em cima, uma substância resinosa, que nada mais é que a substancia que fica na pele do sapo”, explica o delegado Vicente Lagioto, titular do 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba, que investiga o caso.
Segundo o delegado, o suspeito disse ter comprado as lascas por R$ 50 a unidade. Cada uma teria veneno suficiente para 10 aplicações. Lagioto contou que o empresário estava bastante emocionado ao depor nesta sexta-feira. “Ele está traumatizado, não estava esperando a morte”, relata o delegado.
Ainda de acordo com Lagioto, o suspeito disse que aplicou o kambô em si mesmo por seis vezes. Ele teria contado a conhecidos sobre os benefícios do veneno. “Aí, uns amigos pediram para aplicar. Um amigo chamou outro e virou isso”, diz o delegado.

Lagioto afirma que o empresário não foi indiciado. “Estamos aguardando o resultado do laudo para ver que crimes poderão ser caracterizados. Pode ser homicídio, exercício irregular de medicina e até crime ambiental, já que ele (o suspeito) retirou material da fauna silvestre e deixou o sapo sem proteção.”

Laboratório é acusado pela intoxicação de empregados

A multinacional farmacêutica Eli Lilly e a ABL Antibióticos podem ser condenadas a pagar indenização de R$ 300 milhões a um grupo de 80 ex-funcionários. A Procuradoria Regional do Trabalho de Campinas (SP) ajuizou uma ação civil pública na 2ª Vara do Trabalho de Paulínia, pedindo a indenização por dano moral coletivo em decorrência da contaminação dos trabalhadores por substâncias tóxicas e metais pesados.Nas 91 páginas da ação acatada pelo promotor de Paulínia Guilherme Duarte Conceição, os funcionários acusam a empresa de ser a causadora da contaminação de seus organismos por substâncias tóxicas e metais, alguns deles cancerígenos, lançados no incinerador da indústria usado para queimar lixo tóxico, entre 1998 e 2002. ?Existem indícios de que a contaminação também possa ter ocorrido por causa de um incinerador que funciona na empresa, no qual são queimados produtos químicos?, diz o promotor.Dos 80 funcionários que foram examinados pelo toxicologista da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Igor Vassilieff, apenas 3 não apresentaram no organismo a presença de pelo menos um dos metais utilizados na fabricação dos remédios da empresa e considerados cancerígenos - alumínio, arsênio, cádmio, césio, chumbo, mercúrio, níquel, tálio e urânio.A ação determina que seja criada, com R$ 150 milhões da indenização, uma fundação para dar suporte assistencial aos ex-trabalhadores. Outros R$ 100 milhões serão aplicados na doação de bens e equipamentos para hospitais públicos, filantrópicos e assistenciais que prestem serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os R$ 50 milhões restantes deverão ser revertidos para o Fundo de Apoio do Trabalhador (FAT). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

VENENO DE COBRAS CONSEGUE IMPEDIR O AVANÇO DO VÍRUS DA AIDS

VENENO DE COBRAS CONSEGUE IMPEDIR O AVANÇO DO VÍRUS DA AIDS, INDICA ESTUDO DA USP DE RIBEIRÃO PRETO

07/04/2008 – 10h55
Proteínas extraídas do veneno de cascavel e jararacas conseguiram inibir em testes in-vitro o vírus da Aids. As peçonhas brasileiras, que estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, atingiram apenas o agente e impediram o avanço do HIV tanto na fase de replicação quanto na entrada dele na célula. De acordo com o professor Andreimar Martins Soares, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que coordena o estudo há dois anos em parceria como Hemocentro, os resultados ainda são preliminares e precisam ser testados em animais e em pacientes antes de significarem uma cura, mas já confirmam o potencial dessas toxinas. Soares, que trabalha há 16 anos com venenos de serpentes e há 10 com plantas medicinais anti-veneno, disse que a toxicologia é uma das áreas que mais cresce no mundo por causa do potencial para fármacos e até para a cosmética. “Várias proteínas de peçonhas já são aplicados comercialmente, o melhor exemplo é o remédio Captopril, desenvolvido aqui na USP de Ribeirão pelo professor Sérgio Henrique Ferreira e sintetizado a partir do veneno de jararaca, que se tornou o remédio para pressão mais usado no mundo”, afirmou.Segundo o professor, os venenos animais tem se mostrado eficientes contra tumores e variados fungos, bactérias e vírus. Soares disse que já há estudos no País que demonstram o uso de venenos no combate à dengue e a agentes de doenças como a esquitossomose, leishmaniose e chagas. Como os venenos têm um custo alto —um grama de veneno de uma cascavel custa cerca de R$ 300 e o grama do de jararaca pode chegar até R$ 900—-, esse tipo de pesquisa não é fácil no Brasil. “Agora, como a universidade está começando a fazer parcerias com empresas, aumentam as chances de conseguirmos patentear e de levarmos para a fase clínica, mas conseguir recursos é sempre uma luta”, declarou Soares. O trabalho do professor conta com uma equipe de 16 pessoas, entre alunos da graduação e da pós, além de parcerias com outras universidades do País e internacionais. BIOPIRATARIASoares disse que um dos principais problemas enfrentado hoje no campo de toxicologia é a biopirataria. O professor afirmou que já chegou a acessar um site francês que vendia venenos que só existem no Brasil. “Como eles conseguiram? Alguém daqui vendeu, só que esses estrangeiros vão sintetizar e patentear o veneno e depois vender por milhares de euros, inclusive para os brasileiros”, declarou Soares, para quem fiscalização e conscientização são as únicas formas de combate.Peçonha de coral vale até US$ 140 milVenenos de serpentes valem mais que metais preciosos. O grama da peçonha da cascavel, que é uma das mais produzidas, por exemplo, chega a custar seis vezes mais que o grama de ouro, cotado a R$ 50. Outros venenos mais raros e difíceis de extrair, como o da coral verdadeira, podem chegar a US$ 14 mil o grama no mercado internacional. A extração, porém, leva tempo —20 cascavéis rendem um grama por mês e para juntar a mesma quantia de uma coral, pode levar dois anos. Quanto ao licenciamento ambiental, todas os novos pedidos para serpentários estão suspensos desde o ano passado e só devem ser retomados quando o Ibama liberar a nova instrução normativa —o que não deve acontecer antes do final do ano. Cuidar de animais é muito difícilVeterinário de animais silvestres, Gustavo César Fazio, 32, tenta autorização para um serpentário. “O custo para manter serpentes não é tão alto perto do lucro, o valor agregado por cabeça é melhor que o de gado, mas tem que ser feito cumprindo a legislação e tratando bem o bicho, que é muito frágil”, disse Fazio. Alexandra Sandrin, 47, e Carla Zanchi, 44, são donas de um dos três serpentários autorizado da região e trabalham no ramo há 12 anos. “Cobras precisam de manutenção diária, porque qualquer estresse, como mudança de temperatura, faz com que elas adoeçam e morram”, disse Alexandra, que é bióloga. Para Carla, novos criadouros ajudariam na preservação de exemplares que estão em extinção.

Fonte: Gazeta de Ribeirão
Danielle Castro



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Plantas Tóxicas do Brasil

Foram registrados no Brasil, em 1998, 1748 casos de intoxicação por plantas em seres humanos, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o objetivo de promover o conhecimento sobre as plantas tóxicas mais recorrentes no país e, assim, reduzir o número de ocorrências graves, três pesquisadores da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto escreveram o livro Plantas tóxicas - conhecimento e prevenção de acidentes. A obra traz informações importantes para a adoção de medidas emergenciais de tratamento e para que sejam evitadas intoxicações acidentais. O livro se dirige tanto à população leiga quanto a médicos e botânicos -- ele traz, por exemplo, detalhes técnicos sobre os princípios ativos de plantas venenosas e suas propriedades químicas. As descrições detalhadas e ilustrações facilitam a correta identificação das plantas que apresentam risco mais freqüente de envenenamento. Muitas delas são bastante conhecidas, por serem de grande valor ornamental ou ocorrerem em abundância na natureza. Os autores reuniram dados sobre os casos de intoxicação por plantas mais freqüentes no Brasil. Aproximadamente 70% são acidentais e atingem crianças de até 12 anos de idade. No caso dos adultos, as ocorrências mais freqüentes são as consideradas abusivas, ou seja, decorrentes do consumo voluntário de plantas por propriedades já conhecidas. Entre os sintomas do contato com substâncias tóxicas de certos vegetais, estão irritações na pele e mucosas, desordens gastrointestinais e até complicações cardíacas e neurológicas. Dieffenbachia picta - comigo-ninguém-pode, aninga-pará Originária da flora amazônica, é bastante cultivada com fins ornamentais e responde pela maioria dos casos de intoxicação entre crianças de até 6 anos. Por ser muito comum em bares e ambientes comerciais, é considerada uma das plantas mais perigosas em ambiente urbano. A mastigação da sua folha provoca intensa irritação nas mucosas da boca, faringe e laringe. Nos casos mais graves, pode causar náuseas e vômitos. O tratamento dos sintomas é feito com a ingestão de leite e água. Jatropha curcas L. - pinhão-paraguaio, pinhão-de-purga, figo-do-inferno etc. Nativa do Brasil, é muitas vezes cultivada como cerca viva. Seu principal emprego é feito na medicina popular, como purgativo e no tratamento de feridas da pele, gota, paralisia e reumatismo. Suas sementes, no entanto, podem ser altamente tóxicas se ingeridas em quantidade superior a duas. A maioria dos casos de intoxicação ocorre em crianças de 6 a 12 anos, e há relatos de casos fatais após a ingestão de quatro a cinco sementes. O tratamento deve ser iniciado com lavagem gástrica.
Ricinus communis L. - mamona, carrapateira, rícino, palma-de-cristo Originária da Ásia meridional, é bastante difundida no Brasil. De fácil proliferação em terrenos baldios, matas e lavouras abandonadas, possui uma semente muito atrativa para crianças, que podem ingeri-las em quantidades consideráveis. Os sintomas podem demorar horas e até dias para aparecer, período no qual notam-se perda de apetite, aparecimento de náuseas, vômitos e diarréias. Não existem antídotos e o tratamento dos sintomas deve ser iniciado com lavagem gástrica e administração de carvão ativado ou de outros adsorventes. Brugmansia suaveolens - saia-branca, erva-do-diabo, trombeteira, figueira-do-inferno Originária da América do Sul, atualmente só aparece como planta cultivada com propósitos ornamentais. Suas propriedades alucinógenas e estimulantes são difundidas -- sua utilização é comum em tribos indígenas americanas. Sua ingestão tem grande ação no sistema nervoso central e provoca alucinações; por isso, a planta é consumida na maioria dos casos como entorpecente. Os sintomas mais comuns são náuseas e vômitos, pele quente, seca e avermelhada, secura das mucosas, taquicardia, distúrbios de comportamento, confusão mental e agitação psicomotora. O tratamento deve ser iniciado por lavagem gástrica.
Luffa operculata - buchinha, buchinha-do-norte, buchinha paulista, cabacinha Nativa no Brasil, possui fruto oval, pequeno e áspero. A inalação do líquido desses frutos é adotada popularmente contra a sinusite. No entanto, as conseqüências da ingestão do chá da planta são muito graves. Utilizado como abortivo por mulheres jovens, ele provoca hemorragias severas, que muitas vezes levam ao coma ou à morte. Os sintomas aparecem cerca de 24 horas após a ingestão: no início, ocorrem náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça, seguidos por hemorragias. Para combater a intoxicação recomenda-se a administração de carvão ativado e o tratamento dos sintomas gastrointestinais.
Oxalis sp. - trevo, azedinha Encontrada principalmente em lugares úmidos ou frescos, é considerada uma praga de jardim. Crianças costumam mastigar folhas de algumas espécies desse gênero devido ao seu gosto levemente azedo e agradável. A ingestão em grandes quantidades pode irritar as mucosas do estômago e do intestino e provocar vômitos, diarréia e dor abdominal. O tratamento pode ser iniciado com lavagem gástrica e indução ao vômito. Recomenda-se também o tratamento dos sintomas gastrointestinais. . Fonte: Ciência Fonte: Hoje On-line, farmacia on line

terça-feira, 8 de abril de 2008

Estudo liga consumo de soja a problemas celulares

07/04/2008 - 16h04
Publicidade da Efe, em Berlim

O consumo de soja em concentrações elevadas pode danificar as células, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira (7) pelo Instituto de Biologia Veterinária de Dummerstorf, no nordeste da Alemanha.
Testes realizados com células musculares de porcos demonstraram que a concentração elevada de isoflavonas, uma substância semelhante ao estrogênio que algumas plantas produzem --entre elas a soja-- podem causar problemas nas células.
Pelo contrário, em quantidades pouco concentradas as isoflavonas favorecem o crescimento. Embora não haja dúvidas de que as isoflavonas possuem propriedades positivas, esses e outros experimentos nos quais se demonstrou sua capacidade de destruir células intestinais colocam em dúvida sua utilidade como tratamento de reposição hormonal na menopausa.
De acordo com a diretora do projeto, Charlotte Rehfeldt, uma possibilidade de eliminar os efeitos negativos da soja é extrair as isoflavonas genisteína e daidzeína.
O questionamento das propriedades da soja por parte dos cientistas levou à Sociedade Alemã para a Alimentação a desaconselhar os alimentos de bebês baseados em soja, salvo estrita prescrição médica.

Fonte: folha on line

segunda-feira, 7 de abril de 2008

PF encontra pé de maconha de 2,2 metros de altura em casa de um estudante

Uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Brigada Militar (BM) prendeu, na noite desta quinta-feira (3), três alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sob a suspeita de tráfico de drogas em Santa Maria (RS). Eles estavam com um pé de maconha de 2,2 metros de altura.

A atuação da polícia aconteceu em um apartamento onde moram um estudante de Zootecnia e outro de História. A plantação da droga foi encontrada no imóvel, além de 229 gramas de maconha. Os dois moradores do apartamento foram presos e, segundo a PF, teriam apelidado o arbusto de "madona". Ainda de acordo com a PF, eles cuidavam da adubação diária, usavam um refletor para dar luminosidade suficiente para a fotossíntese e regavam constantemente. O outro local vistoriado pela polícia foi a Casa de Estudante Universitário (CEU), no campus da UFSM, onde ocorreu a prisão de um aluno de Ciências Sociais e Filosofia. Ele mora no local e é suspeito de vender as drogas cultivadas. Foram apreendidos dinheiro, dólares e euro.

A UFSM vai abrir uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a reitoria, a instituição está esperando a chegada da comunicação oficial da PF sobre a operação para iniciar a investigação. O delegado Getúlio Jorge de Vargas pretende encaminhar as informações para a reitoria na segunda-feira (7).
fONTE
Cláudio Vaz/Diário de Santa Maria/Ag. RBS
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL389065-5598,00-PF+ENCONTRA+PE+DE+MACONHA+DE+METROS+DE+ALTURA.html

Pós-graduação da UFMT cresce 90% em dois anos

É notável o crescimento da pós-graduação na UFMT, acentuadamente a partir de 2002.
A afirmação é da pró-reitora de Pós-Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marinêz Isaac Marques. Naquele ano havia apenas quatro cursos de mestrado e em 2007 passamos para 21 mestrados e dois doutorados. Esse crescimento, que de 2005 a 2007 foi de 90%, é resultado das ações desenvolvidas nos últimos cinco anos, a partir de discussões com diversos grupos de pesquisadores e da orientação de consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na elaboração de propostas dos novos cursos. Em 2007, a pós-graduação tinha 811 alunos matriculados no mestrado e doutorado e 1.687 na especialização. Foram investidos R$ 674.240,00 em bolsas e custeios.
´´O crescente desenvolvimento tecnológico e econômico no estado de Mato Grosso, seus impactos ambientais e sociais e a abertura de novas fronteiras agrícolas, são realidades que impuseram novos desafios à UFMT. Em resposta, a Universidade vem buscando a excelência na produção de novos conhecimentos e na formação de recursos humanos de alto nível``, explicita o Relatório. Na área de Educação é difícil calcular a contribuição para a realidade do Estado, diz o coordenador do mestrado em Educação, Nicanor Palhares Sá. Isso porque, nos 20 anos de instalação do curso, que se completam agora em março, já foram formados mais de 540 mestres, o que significa mais de 540 trabalhos de pesquisa produzidos, somente pelos discentes. Esse número se eleva consideravelmente com a produção científica docente. Um exemplo, da produção do Programa de Pós-Graduação em Educação é a ´´Revista de Educação``, publicada por meio da Editora Universitária (EdUFMT). Em 2007 o periódico foi avaliado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (Amped) e obteve a classificação ´´Nacional A``. Isso significa que este ano, quando for avaliado pela Capes, receberá a classificação ´´Qualis Nacional A``, explica o professor.
Palhares Sá observa que nesses 20 anos houve contribuição direta na elaboração de políticas públicas e gestão; estudos sobre movimentos sociais e educação, relacionado-os com o Estado; história da educação, em que foi refeita toda a trajetória da educação em Mato Grosso, o que é muito importante na formação do educador; em Educação Ambiental, fundamental no contexto regional, do Brasil e do mundo, além das contribuições didáticas, pedagógicas e de qualificação de pessoal para a própria UFMT. ´´Hoje, muitos dos nossos alunos da graduação são doutores em Educação``, frisa. Uma contribuição concreta e essencial na histórica para Mato Grosso foi a redação da proposta da Constituição do Estado, a partir de emenda popular, por integrantes do programa de mestrado, recorda.
Mas o desafio maior desse primeiro curso de pós-graduação da UFMT, analisa o coordenador, era criar as condições para o desenvolvimento acadêmico e construir o ambiente de debate acadêmico. ´´Em 1984 a UFMT tinha somente 12 doutores, em 1993 tentou-se ampliar o quadro incorporando doutores das diversas licenciaturas``. Hoje, a UFMT conta com 496, e o ambiente mudou radicalmente com a existência de tantos outros cursos. Um dos mais novos é o mestrado em Ciência Animal, que teve sua primeira defesa de dissertação no final de novembro do ano passado. ´´O curso está conseguindo estrutura de laboratórios, como o de Nutrição Animal, que foi recentemente construído e atende à graduação em Agronomia e Medicina Veterinária e à pós-graduação``, avalia o coordenador, Joanis Tilemahos Zervoudakis. Essa estrutura, construída por meio de projetos de pesquisas aprovados em editais do CNPq e Fapemat, se reflete em melhorias na Fazenda Experimental, em setores como bovinocultura de corte, ovinos, suinocultura e laticínio-escola , e nas condições das aulas práticas.
O Mestrado em Ciência Animal, acrescenta, intensifica suas linhas de pesquisa agregando o maior número de pesquisadores dessa área no Estado, incluindo docentes dos campi de Cuiabá, Rondonópolis e Sinop. ´´Começamos a ter contato com outras instituições, como a Embrapa Campo Grande, de onde recebemos pesquisadores, e a Universidade Federal de Viçosa, uma das melhores da América Latina``, adianta. Com a UFV deve ser iniciado um convênio em Zootecnia por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), da Capes, que objetiva a formação de recursos humanos de alto nível. O convênio foi um dos poucos, de cursos novos, aprovados no Brasil e prevê a vinda de pesquisadores à UFMT, para orientação, e a ida de alunos à UFV, para cursar disciplinas, com apoio na forma de passagens e diárias.
Os dois mais recentes cursos de mestrado da UFMT são o de ´´Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO)`` e o de Biociências. Ambos se enquadram na área Multidisciplinar da Capes e iniciaram a primeira turma este mês. O ECCO ´´atende às exigências das transformações da sociedade e da própria ciência. Por um lado, temos na região, nos últimos 40 anos, uma avalanche de transformações de toda ordem provocadas pela migração e ocupação massivas, aos quais se imbricam os processos mundiais de circulação global de pessoas, de bens e de valores. As implicações sociais e culturais são incalculáveis. É tarefa, deste Programa, sondar, descrever, avaliar, criticar esses processos em suas dimensões globais ou transnacionais e em suas particularidades locais``. Conta com 16 docentes pesquisadores, com doutorado em Música, Comunicação e Semiótica, Filosofia, Educação, Comunicação e Cultura, Sociologia, Antropologia Social, Ciências da Comunicação e História Social.
O mestrado em Biociências, da Faculdade de Nutrição, tem o objetivo de formar recursos humanos de nível superior aptos a desenvolver pesquisa científica original e relevante, que amplie as fronteiras do conhecimento universal em Biociências; exercer a docência com alta qualidade; possibilitar a produção de conhecimento técnico-científico, consolidando e favorecendo a expansão de grupos e linhas de pesquisa e criar estrutura para a abertura do doutorado. Este curso congrega doze docentes pesquisadores, com formação básica diversificada (nutricionistas, farmacêuticos bioquímicos, educadores físicos, biólogos e físicos), com doutoramento em diferentes áreas do conhecimento (Nutrição, Bioquímica, Clínica Médica, Ciências da Motricidade, Biologia Funcional e Molecular e Saúde Coletiva) e com cinco laboratórios devidamente equipados para a realização de suas pesquisas.
A política de pós-graduação da UFMT visa a, também, ´´apoiar e incentivar a capacitação dos servidores para que possamos ter no mais curto espaço de tempo, a maioria deles qualificados, com seus mestrados, doutorados e pós-doutorados concluídos``, completa a pró-reitora. Dessa forma, a UFMT tem investido na oferta de mestrados e doutorados interinstitucionais, conhecidos como Minter e Dinter, respectivamente. Esses cursos são oferecidos pela Capes e possibilitam a capacitação de um maior número de docentes, em um menor espaço de tempo. Está em andamento um Dinter na área de Enfermagem, oferecido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e brevemente iniciaremos um Minter em Administração, oferecido pela Federal de Minas Gerais (UFMG), adianta Marinêz Marques. Além dessa, estão em fase avançada de negociação dois projetos de mestrado interinstitucional, um em Ciência da Computação e outro em Pediatria, ambos com a USP, e um Dinter em Arquitetura, com a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2007 foram realizados 53 cursos de especialização, dos quais 19 iniciaram suas atividades naquele ano, e 35 estão já estavam em andamento. A meta é ampliar em 30% a oferta desses cursos, que são criados a partir da demanda social a cada área, com aprovação dos colegiados da UFMT.
Consolidação - ´´Verifica-se, portanto, uma forte consolidação da Pós-Graduação da UFMT, demonstrando um salto na qualidade e quantidade de seus cursos, refletindo o esforço de todos os envolvidos, e a decisão de priorizar suas ações neste sentido.`` Mas é preciso, ainda, criar novos doutorados para a fixação de doutores na Região da Amazônia Legal. Neste sentido, a UFMT participa do programa ´´Ciência na Amazônia para o Brasil - Acelera Amazônia``, da Capes. Por meio desse programa, deverão vir novos doutorados. Os mestrados em Historia, Educação e Ecologia e Conservação da Biodiversidade estão preparando propostas para envio em 2008 e 2009.
O crescente aumento no número dos Programas de Pós-graduação tornou necessária a realização do I Seminário de Avaliação da Pós-Graduação da UFMT – Refletir para Consolidar. Organizado pela Propg, o evento ocorreu em maio do ano passado com a participação do diretor de Avaliação da Capes, Emídio Cantídio, e do professor José Luiz Fiorin, docente da USP, como conferencistas, e de 17 representantes de áreas do conhecimento da Capes. Em oficinas específica, foi traçado um panorama da pós-graduação e apontados os rumos que cada programa deverá tomar. Por ocasião desse seminário, pela primeira vez, houve a participação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), propiciando maior integração dos discentes da UFMT e a criação da APG da UFMT.

Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=257181

SITE DE INTERESSE EM ESPANHOL

http://www.estrucplan.com.ar

vocês encontram diversas monografias sobre diferentes agentes tóxicos.

Consultem, não custa nada!

Veneno contra o HIV

Veneno contra o HIV
Pesquisa da USPProteína de peçonha de cobras inibe a propagação do vírus da Aids
Proteínas extraídas do veneno de cascavel e jararacas conseguiram inibir em testes in-vitro o vírus da Aids. As peçonhas brasileiras, que estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, atingiram apenas o agente e impediram o avanço do HIV tanto na fase de replicação quanto na entrada dele na célula.De acordo com o professor Andreimar Martins Soares, 35 anos, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que coordena o estudo há dois anos em parceria como Hemocentro, os resultados ainda são preliminares e precisam ser testados em animais e em pacientes antes de significarem uma cura, mas já confirmam o potencial dessas toxinas. Soares, que trabalha há 16 anos com venenos de serpentes e há 10 com plantas medicinais anti-veneno, disse que a toxicologia é uma das áreas que mais cresce no mundo por causa do potencial para fármacos e até para a cosmética. “Várias proteínas de peçonhas já são aplicados comercialmente, o melhor exemplo é o remédio Captopril, desenvolvido aqui na USP de Ribeirão pelo professor Sérgio Henrique Ferreira e sintetizado a partir do veneno de jararaca, que se tornou o remédio para pressão mais usado no mundo”, afirmou.Segundo o professor, os venenos animais tem se mostrado eficientes contra tumores e variados fungos, bactérias e vírus. Soares disse que já há estudos no País que demonstram o uso de venenos no combate à dengue e a agentes de doenças como a esquitossomose, leishmaniose e chagas. Como os venenos tem um custo alto —um grama de veneno de uma cascavel custa cerca de R$ 300 e o grama do de jararaca pode chegar até R$ 900—-, esse tipo de pesquisa não é fácil no Brasil. “Agora, como a universidade está começando a fazer parcerias com empresas, aumentam as chances de conseguirmos patentear e de levarmos para a fase clínica, mas conseguir recursos é sempre uma luta”, declarou Soares. O trabalho do professor conta com uma equipe de 16 pessoas, entre alunos da graduação e da pós, além de parcerias com outras universidades do País e internacionais.
BIOPIRATARIA
Soares disse que um dos principais problemas enfrentado hoje no campo de toxicologia é a biopirataria. O professor afirmou que já chegou a acessar um site francês que vendia venenos que só existem no Brasil. “Como eles conseguiram? Alguém daqui vendeu, só que esses estrangeiros vão sintetizar e patentear o veneno e depois vender por milhares de euros, inclusive para os brasileiros”, declarou Soares, para quem fiscalização e conscientização são as únicas formas de combate.DEBATEPara esclarecer dúvidas sobre serpentários, o veterinário Gustavo Fazio e criadora Carla Zanchi organizam uma mesa-redonda gratuita. Os interessados devem mandar um e-mail para: carlazanchi@uol.com.brPeçonha de coral vale até US$ 140 milVenenos de serpentes valem mais que metais preciosos. O grama da peçonha da cascavel, que é uma das mais produzidas, por exemplo, chega a custar seis vezes mais que o grama de ouro, cotado a R$ 50. Outros venenos mais raros e difíceis de extrair, como o da coral verdadeira, podem chegar a US$ 14 mil o grama no mercado internacional. A extração, porém, leva tempo —20 cascavéis rendem um grama por mês e para juntar a mesma quantia de uma coral, pode levar dois anos. Quanto ao licenciamento ambiental, todas os novos pedidos para serpentários estão suspensos desde o ano passado e só devem ser retomados quando o Ibama liberar a nova instrução normativa —o que não deve acontecer antes do final do ano. Cuidar de animais é muito difícilVeterinário de animais silvestres, Gustavo César Fazio, 32, tenta autorização para um serpentário. “O custo para manter serpentes não é tão alto perto do lucro, o valor agregado por cabeça é melhor que o de gado, mas tem que ser feito cumprindo a legislação e tratando bem o bicho, que é muito frágil”, disse Fazio. Alexandra Sandrin, 47, e Carla Zanchi, 44, são donas de um dos três serpentário autorizado da região e trabalham no ramo há 12 anos. “Cobras precisam de manutenção diária, porque qualquer estresse, como mudança de temperatura, faz com que elas adoeçam e morram”, disse Alexandra, que é bióloga. Para Carla, novos criadouros ajudariam na preservação de exemplares que estão em extinção.
Fonte:DANIELLE CASTRO
Gazeta de Ribeirãodanielle.castro@gazetaderibeirao.com.br
http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1570520&area=92020&authent=0570CFFFA36300BCC9C46433DAB9B7

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX

Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX

lá vocês encontram as principais plantas ornamentais tóxicas, que podem representar grandes problemas em casos de intoxicação.

http://www.fiocruz.br/sinitox/prognacional.htm

segunda-feira, 31 de março de 2008

Parceria reavaliará agrotóxicos registrados no país

Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Agência Fiocruz de Notícias
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fiocruz assinaram um contrato para reavaliação toxicológica de 13 ingredientes ativos utilizados na produção de agrotóxicos no Brasil. O estudo ficará a cargo de uma equipe do Laboratório de Toxicologia Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fundação, coordenada pelo pesquisador Francisco Paumgartten. De acordo com o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Claudio Meirelles, a escolha da equipe foi feita com base na capacidade da instituição e de seus técnicos. "A Ensp é uma instituição que se destaca no cenário nacional e internacional na área de ciência e tecnologia em saúde e não há outro grupo no país com a diversidade de competências na área de toxicologia necessária para a avaliação e reavaliação de agrotóxicos ou outras substâncias", ressaltou. A reavaliação de agrotóxicos registrados vai priorizar os produtos de elevada toxicidade que provocam intoxicações e mortes em trabalhadores expostos ou os efeitos crônicos - diversos tipos de câncer, distúrbios endócrinos, doenças pulmonares, alergias e outros - na saúde do consumidor.No Brasil, diferente do registro de medicamentos, cuja validade é de cinco anos, o registro de agrotóxicos, depois de concedido, é definitivo. É permitido, no entanto, aos órgãos reguladores de saúde, agricultura e meio ambiente reavaliar o registro dos produtos sempre que surgem indícios de que seu uso oferece riscos elevados ou quando o país é alertado, nesse sentido, por organizações internacionais responsáveis pela saúde, alimentação ou meio ambiente, das quais é membro integrante ou signatário de acordos.Segundo o contrato, serão reavaliados os ingredientes ativos glifosato, cihexatina, endosulfan, abamectin, fosmete, parathion, metamidofós, forate, triclorfom, thiram, carbofuran, paraquate e lactofem; 61 produtos técnicos (PTs) e 108 produtos formulados (PFs). Os produtos técnicos são constituídos pelo ingrediente ativo, com suas impurezas de síntese, e componentes adicionais. A partir de cada produto técnico, são preparados os vários produtos vendidos no mercado, os chamados produtos formulados.O contrato envolve ainda a revisão bibliográfica da literatura científica existente sobre a toxicidade dos 13 ingredientes ativos para o homem, evidenciados em estudos experimentais e epidemiológicos; a elaboração de parecer técnico sobre cada um dos 13 ingredientes ativos reavaliados e seus respectivos PTs e PFs; o apoio técnico-científico, acompanhamento e participação (representação acadêmica) na Comissão de Reavaliação; e a participação nas discussões internas sobre o encaminhamento dos resultados da reavaliação toxicológica de cada um dos 13 ingredientes ativos.De forma bastante simplificada, agrotóxicos podem ser definidos como produtos de natureza biológica, física ou química - inseticidas, fungicidas, acaricidas, nematicidas, herbicidas, bactericidas e vermífugos, entre outros - que visam exterminar pragas ou doenças nocivas à lavoura, à pecuária e ao ambiente doméstico.Regulação de agrotóxicos envolve Saúde, Agricultura e Meio AmbienteDe acordo com dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), entre 2000 e 2003 foi registrada uma média anual acima de 5 mil casos de intoxicação humana por uso de agrotóxicos agrícolas, com cerca de 150 mortes. Atualmente, os números causam grande preocupação nas autoridades de saúde, mas nem sempre foi assim. Antes dos anos 70, os agrotóxicos eram usados indiscriminadamente. As avaliações dos produtos eram restritas aos efeitos dos agrotóxicos no controle de pragas e doenças que afetavam a produção agrícola, visando apenas aumentar sua eficiência agronômica. A publicação do livro Silent spring, de Rachel Carson, e o impacto de grandes desastres ecológicos, associados à divulgação de diversos achados científicos, estimularam a análise de riscos associados às substâncias químicas e uma crescente atuação das autoridades governamentais, de saúde e meio ambiente. Em vários países, começaram a ser criadas legislações mais adequadas e órgãos oficiais de regulação e fiscalização.No Brasil, a regulamentação do uso de agrotóxicos começou com o decreto-lei 24.114, de 1934, que delegou a tarefa ao Ministério da Agricultura. Em 1982, o Ministério da Saúde (MS) passou a atuar nesse campo, mas ainda de modo bastante incipiente. A Constituição de 1988, ao atribuir para o poder público o controle dessas substâncias e a normatização de sua produção e consumo, no tocante aos riscos de danos à vida, à qualidade de vida e ao meio ambiente, ao estabelecer o direito à saúde e ao acesso a serviços de atenção à saúde, trouxe uma nova perspectiva para a avaliação dos riscos de efeitos adversos à saúde e ao meio ambiente associados a substâncias tóxicas.As leis 7.802, de 1989, e 9.782, de 1999 - as leis dos agrotóxicos - acabam regulamentando esses dispositivos constitucionais e estabelecendo que o controle desses produtos é um ato complexo, devendo ser feito de forma integrada pelos ministérios da Saúde, da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento (Mapa) e do Meio Ambiente (MMA), cada qual discutindo aspectos de suas respectivas áreas de conhecimento e competências. "O registro dos agrotóxicos é dado pelo Ministério da Agricultura, mas, hoje, ele só pode ser concedido se houver um parecer favorável das autoridades da saúde, no caso pela Gerência-Geral de Toxicologia (GGTOX) da Anvisa, e do meio ambiente, por meio do Ibama", explicou.O processo de reavaliação de registros de agrotóxicos é bastante delicado, pois mexe com grandes interesses econômicos e políticos, além de envolver inúmeros aspectos técnicos e éticos. Para se ter uma idéia do problema, basta ver que o volume de agrotóxicos em uso no Brasil aumentou quatro vezes nos últimos dez anos, alcançando, em 2004, um nível de produção e comercialização nacional de cerca de 500 mil toneladas, o que representa um mercado de quase R$ 11 bilhões. "Se a gente olhar o montante do mercado de agrotóxicos fica fácil imaginar a pressão que é feita sobre os órgãos reguladores. Nós, no entanto, estamos preparados para enfrentar as empresas, se isso for necessário para garantir os direitos dos cidadãos à saúde", afirmou. Quanto às questões éticas, ele destaca a ausência de conflitos de interesse como um ponto fundamental para a escolha da Ensp como parceira nessa empreitada. "A Escola é uma instituição acadêmica, ligada ao Ministério e voltada para a produção de conhecimento e ensino em saúde pública, e os pesquisadores envolvidos não têm vínculos com o setor privado. Isso é primordial", enfatizou Meirelles.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Atendendo aos pedidos!

Pessoal, criamos nosso blog, em breve diversos assuntos de interesse sobre plantas tóxicas e toxicologia!